Caminhoneiros iniciam greve da categoria nesta segunda-feira (01)

Foto: Divulgação

A manifestação teve início às 00h de hoje. Na capital acontece na Av. Castelo Branco, na altura de Barueri

Na manhã desta segunda-feira (01), o país iniciou uma segunda paralisação dos caminhoneiros. Desta vez, os protestantes reivindicam o aumento do combustível, o baixo preço de frete e o descumprimento da lei que prevê o piso mínimo de frete, e em São Paulo, contra o então governador João Doria. 

“Nossa reivindicação é por redução do ICMS porque faz a economia girar. É bom para nós e a economia inteira. E contra os pedágios abusivos. Somos pela volta ao trabalho. Ninguém mais aguenta ficar em casa”, disse Claudinei Habacuque, líder da manifestação ao Uol. 

A manifestação teve início às 00h de hoje, e na grande São Paulo acontece na Av. Castelo Branco, na altura de Barueri. A greve foi organizada pela Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB) e até o momento, caminhões que transportam produtos essenciais conseguem seguir viagem. 

Em nota, a secretaria da fazenda diz que respeita a manifestação, mas o estado de São Paulo pratica uma das menores alíquotas de ICMS do país sobre o diesel e, além disso, oferece, junto a ARTESP, suporte para motoristas profissionais desde o início da pandemia. Veja nota na íntegra:

O Governo de São Paulo respeita toda e qualquer manifestação realizada dentro dos preceitos democráticos. Em 2020, a Petrobras promoveu 32 reajustes do diesel. Levantamento publicado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelou que o preço médio do diesel subiu sete semanas consecutivas nos postos de combustíveis do Brasil.

A maior parte do preço do diesel, 47%, é determinada pela Petrobras. O ICMS é responsável por uma pequena fatia do preço do produto. O estado de São Paulo pratica uma das mais baixas alíquotas de ICMS do país sobre o diesel, 13,3%.

O reajuste de tarifas de pedágio previsto para julho de 2020 foi adiado para dezembro. Além disso, o Governo do Estado, por meio da ARTESP, oferece suporte para os motoristas profissionais desde o início da pandemia. Já foram distribuídos mais de 313 mil kits alimentação, 261 mil o kits higiene e 63 mil tags para pagamento automático.

Até o momento, apesar da paralisação, não há ponto de bloqueio e o trânsito segue normal. Outras rodovias da capital continuam sem sinais de manifestação.