Com aumento das chuvas de verão cresce alerta com mosquito Aedes Aegypti

Fotos: Divulgação/PMG

Para combater a dengue, a principal medida é evitar acumulo de água parada

Mesmo, em meio a pandemia do coronavírus, outra doença que deve preocupar os brasileiros, pois tem números alarmantes é a dengue. Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, foram notificados 971.136 casos prováveis de dengue no Brasil, entre 29 de dezembro de 2019 e 14 de novembro de 2020.

A taxa de incidência é de 462 casos a cada 100 mil habitantes. No período, foram registrados 528 óbitos pela doença, sendo a maioria (57%) da faixa etária acima de 60 anos. No último dia 21 de dezembro começou o verão, a estação mais quente do ano e também a mais chuvosa.

De acordo com o levantamento, São Paulo teve no período 207.979 casos da doença, o que deve redobrar atenção diante do possível acúmulo de água parada no ambiente domiciliar. Se os números já preocupam as autoridades em saúde, a combinação de calor e chuva, é fator agravante para aumentar a incidência de dengue.

Em 2021, o brasileiro pode esperar um verão quente e chuvoso. Segundo a meteorologista Nayane Araujo, do Instituto Nacional de Meteorologia, o fenômeno La Niña contribui para a previsão de chuvas ligeiramente acima da média, na maior parte do país, com temperaturas elevadas. 

A coordenadora técnica da Sala de Situação da Universidade de Brasília, Marcela Lopes, explica essa relação entre o verão e o aumento dos casos de dengue. “O verão no brasil é um período que se concentra grande parte das chuvas, e elas propiciam a multiplicação do mosquito Aedes Aegypti, que é responsável pela transmissão de doenças, como dengue, Zika e chikungunya”, explica.

Mas em meio à pandemia do novo coronavírus, é preciso ficar atento aos sintomas. Marcela Lopes explica a diferença entre os sinais da dengue e da Covid-19. “A dengue tem como sintomas básicos a febre e a dor no corpo. Mas a Covid, além da febre, tem outros sintomas característicos, como perda do paladar e do olfato”, recomenda.

O principal cuidado para combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti é não deixar acumular água parada, como em vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água, bebedouros de animais, entre outros.

Esse lixo pode ocasionar a proliferação e aumento do número de vetores, que são os mosquitos transmissores da dengue. Além do problema do mosquito, o lixo traz o problema do escorpião, baratas, ratos e outros vetores e peçonhentos.