CoronaVac é eficaz contra cepas sul-africana e britânica do novo coronavírus

Foto: Wang Zhao/AFP/CP

Testes feitos com as variantes inglesa e sul-africana do novo coronavírus já mostraram um bom desempenho das vacinas com vírus inativado

A CoronaVac, vacina produzida pelo Butantan, apresenta melhor desempenho contra as novas cepas do coronavírus na comparação com as vacinas que se utilizam de uma única proteína como antígeno (a chamada proteína S).

Testes feitos com as variantes inglesa e sul-africana do novo coronavírus já mostraram um bom desempenho das vacinas com vírus inativado (tecnologia da vacina do Butantan), e análises estão sendo feitas atualmente contra a cepa amazônica.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (08), Dimas Covas e o governador de São Paulo, João Doria, falaram sobre as 20 milhões de doses adicionais que o governo paulista solicitou ao Butantan preventivamente – caso as 100 milhões de doses encomendadas pelo Ministério da Saúde não sejam suficientes para vacinar toda a população vulnerável no estado até o final do ano.

Para imunizar os grupos já definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) na primeira fase da vacinação, serão necessárias mais doses do que as 100 milhões encomendadas ao Butantan (46 milhões em produção e envio, e outras 54 milhões em fase de assinatura do contrato).

O diretor do Butantan lembrou que está prevista a liberação de 200 milhões de doses da vacina da Oxford/AstraZeneca até o final do ano. “Se essas vacinas de fato chegarem, no final do ano nós teremos imunizado mais de 150 milhões de pessoas.”

Na última sexta-feira (05), um lote de 1,1 milhão de doses foi encaminhado pelo Butantan ao Ministério da Saúde para distribuição em todo o Brasil. Desse total, 248 mil doses ficaram em São Paulo, obedecendo o princípio de proporcionalidade, e outras 852 mil doses foram encaminhadas ao Centro de Distribuição do Ministério da Saúde.

Com isso, 9,8 milhões de doses já foram entregues ao governo federal dentro do PNI, o que indica que nove em cada dez vacinas contra Covid-19 aplicadas no Brasil são produzidas pelo Butantan.

Nesta quarta-feira (10), uma nova remessa de 5,6 mil litros chegará da China. Para cumprir as 46 milhões de doses inicialmente encomendadas pelo Ministério da Saúde, ainda faltarão 12 mil litros de insumos, que serão enviados ao Brasil em dois movimentos: o primeiro de 8 mil litros e o segundo de 4 mil litros. Ambos aguardam autorização para exportação.