Insegurança alimentar cresce no Brasil e reforça necessidade de políticas de combate à fome

Foto: Mumtahina Tanni/ Pexels

Mais de 49 milhões de pessoas, inclusive crianças, deixaram de comer por falta de dinheiro segundo levantamento da ONU

A crise humanitária provocada pela pandemia de Covid-19 tem colocado milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade social. Esse cenário potencializa sérios problemas relacionados à insegurança alimentar e déficit nutricional.

Dados divulgados na última segunda (12) em um relatório da Organização da ONU para Agricultura e Alimentação indicam que 23,5% da população brasileira tenha vivenciado insegurança alimentar moderada ou severa entre 2018 e 2020, crescimento de 5,2% em comparação com o último período analisado, entre 2014 e 2016.

Segundo o levantamento, 49,6 milhões de pessoas, inclusive crianças, deixaram de comer por falta de dinheiro ou tiveram uma redução significativa na qualidade e na quantidade de alimentos ingeridos que estavam à disposição no período.

No caso das crianças, a situação é ainda mais drástica dado o risco de menor crescimento físico e comprometimento do desenvolvimento cognitivo. Desde o estudo anterior, 12,1 milhões de brasileiros foram acrescentados às estatísticas. Os dados foram apresentados no relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo”.