Queimadas em biomas brasileiros registram aumento nos primeiros meses de 2021

Foto: Reprodução/Clima Tempo

A estação mais seca do ano não tem previsão de chuvas nos próximos meses

Os biomas brasileiros, neste primeiro semestre de 2021 sofreram aumento de focos de queimadas. A afirmação é da Clima Tempo, que reforça que estamos na estação mais seca do ano quando as queimadas se tornam comuns, mas ainda não chegamos nos meses de pico de queimadas.

Apenas nestes seis primeiros meses, Cerrado e Caatinga registraram um aumento excepcional. O Cerrado teve o maior número de focos de queimadas desde o ano de 2010 e a Caatinga, desde 2012, apontam dados do INPE por bioma.

O Cerrado registrou 10.312 focos de queimadas entre 01/01 e 05/07 deste ano, sendo o maior valor de queimadas desde o mesmo período de 2010, quando registrou 13.874.

Na Caatinga, foram registrados 1642 focos de queimadas, entre 01/01 e 05/07 de 2021, sendo o maior registro de queimadas neste mesmo período desde 2012, quando o bioma foi atingido por 2384 focos de queimadas.

Enquanto isso, no Pantanal a queimada está bem mais controlada e fiscalizada. Entre 1 de janeiro de 2021 até 05 de julho, foram 464 novos focos, contra 2678 focos neste mesmo período em 2020, uma redução de 82,6%.

Pelos dados do INPE, utilizando os satélites de referência, o Brasil registrou 7.473 focos de queimadas em junho, sendo o maior número de queimadas do mês de junho no Brasil em 11 anos, desde 2010, quando registrou 9.894 focos de queimadas.

Nesta primeira semana de julho, já ultrapassamos os 1100 novos focos. O estado de Mato Grosso teve a maior quantidade de focos de queimadas, dentre os estados nacionais, foram 305 focos de queimadas nestes 05 dias de julho.