Aeroporto Internacional contabiliza 17 incidentes com pipas e balões em 2020; iminência do período de festas juninas preocupa

Balão cai em avião no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) revelam que, em 2020, em todo o Estado de São Paulo, já foram registradas 125 ocorrências aeronáuticas envolvendo balões.

Deste total, 46 foram no entorno do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e, segundo o levantamento da concessionária responsável, GRU Airport, 10 foram dentro dos 14 km² do sítio aeroportuário. Desses, sete provocaram algum tipo de interferência na operação dos voos, por terem caído ou terem sido avistados no pátio de manobras de aeronaves.

Somando os dois tipos de incidentes com pipas e balões, só este ano, já são 17. Para o diretor de operações da GRU Airport, Cmte. Miguel Dau, uma das justificativas para o crescimento destes números é a pandemia de covid-19, em função do aumento do ‘tempo ocioso’ para crianças e adultos e a diminuição temporária da atividade aérea no aeroporto, que pode causar a falsa sensação da redução dos riscos envolvidos.

“Ocorrências com pipas e balões, infelizmente, ainda são comuns nos períodos de férias escolares, mas o que nos chama atenção é que, até o final de abril, já ocorreram 17 ocorrências desse tipo dentro do sítio aeroportuário. Este número é alto”, afirma.

Entre os meses de junho e julho, período de festas juninas, todo setor da aviação no país fica em estado de atenção. É justamente o período em que os alertas sobre balões próximos aos aeroportos ou rota de aeronaves são mais evidentes.

O ‘tempo ocioso’ gerado pela pandemia do novo coronavírus, aliado à prática de soltura de balões, uma tradição junina, acende um sinal de alerta nas autoridades em 2020.

No Brasil, soltar balões é crime que prevê penas de reclusão de um a três anos, além de multa, o Código Penal (art. 261, que dispõe sobre risco contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo, traz penas de seis meses a até 12 anos, dependendo da culpa e gravidade).