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qui, 04 jun 2026
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Prefeitura diz que ampliará distribuição de cestas básicas, mas mães relatam que ainda não receberam

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Com a suspensão das atividades nas escolas municipais da cidade, a Prefeitura de Guarulhos por meio da Secretaria de Educação se comprometeu a distribuir cestas básicas às famílias de alunos inscritos do Cadastro Único do governo federal e que dependem da alimentação escolar.

O anúncio foi feito em 20 de março. Na novela das cestas básicas, a prefeitura divulgou inicialmente que uma empresa contratada faria a distribuição em 12 pontos pela cidade. Porém para evitar filas, disse na sequência que as entregas seriam feitas pelo transporte escolar na casa dos alunos.

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Há época eram cotados para recebimento cerca de 23 mil alunos. Mais tarde, a Secretaria disse ao GO por meio de nota que eram 25 mil alunos. A entrega segundo a administração municipal começou em 24 de março, teve o prazo de conclusão estendido, entretanto, afirmou em 26 de março que o prazo estava próximo de ser finalizado.

Mas, na última sexta-feira (10), o Prefeito Guti anunciou via live a ampliação de entrega de cestas básicas para alunos da rede municipal de ensino. A partir da próxima semana ‘quem precisa’ nas palavras do prefeito, poderá se cadastrar por um site a ser divulgado pela prefeitura. Na ocasião, o prefeito disse que haviam sido entregues cestas básicas para 30 mil pessoas.

A reportagem do Guarulhos Online recebeu nas últimas semanas, centenas de queixas de leitores que pelos relatos estão em vulnerabilidade social. Mas, ainda não tiveram acesso às cestas básicas prometidas. As mães solo relatadas aqui, disseram que conhecem famílias que já receberam as cestas, mas, afirmam não entender o porquê da demora para que chegue até elas.

Moradora do Conjunto Marcos Freire, no Pimentas e mãe de 2 filhas, matriculadas na EPG Carolina Maria de Jesus, a costureira Maria Elena diz que está sem trabalho devido a pandemia. Apesar de não estar cadastrada no Bolsa Família relata que sem trabalho precisa da cesta básica para sobreviver. 

A leitora que preferiu não se identificar relatou que vive da pensão alimentícia no valor de R$ 300 e mais R$ 41 do Bolsa Família. Mãe de 3 filhos, sendo um menino de 4 anos, aluno da EPG Marfilha Belloti Gonçalves, Jd. das Nações em Cumbica, ele autista, e a recém-nascida portadora de paralisia cerebral, impedem que a mãe dê sequência no trabalho que tinha como autônoma.

Vanessa Silva está desempregada, mora nos fundos da casa do pai com suas duas filhas, ambas alunas da EPG Ofelia Echeverri Lopes, Taboão. Sem trabalho, vive Bolsa Família e da pensão que o pai das meninas paga quando quer, R$ 250 para as duas. Ela aguarda o recebimento da cesta para sustento da família durante a pandemia.

Mãe de 2 filhos e recém separada, Tatiane Fonseca beneficiária do Bolsa Família, mora de favor com as crianças na casa de uma amiga. Um deles é aluno da EPG Assis Ferreira, Vila Fátima. De acordo com ela, a cesta ajudaria na dispensa, já que ela não está trabalhando, só a amiga.

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