Proguaru tem gerado lucro apesar do acúmulo de dívidas, afirma diretor jurídico

Foto: Divulgação/Proguaru

Nessa terça (01), o diretor jurídico Luciano Pinto falou à Comissão que analisa o pedido de fechamento da empresa

Os vereadores integrantes da Comissão Especial de Estudos que analisa Lei autorizativa de estudos para o encerramento da Proguaru retomaram, nessa terça-feira (01), a oitiva do diretor jurídico da empresa, Luciano Pinto. Os trabalhos da última terça-feira (25) tiveram que ser interrompidos devido à falta de energia elétrica.

No início dos trabalhos Pastor Anistaldo (PSC) declinou de sua cadeira junto aos membros da Comissão e, após a indicação das lideranças partidárias, Geraldo Celestino (PSC) foi escolhido para o posto livre.

Após a indicação, Pinto foi alvo de inúmeras perguntas durante mais de 2h de interrogatório. Entre elas, destaque para os questionamentos de Geleia Protetor (PSDB) e Lamé (MDB), a respeito da atual situação financeira da sociedade.

O advogado esclareceu que, por mais que a Proguaru acumula dívidas fiscais, trabalhistas e de outras natureza, os últimos anos foram marcados por significativos avanços positivos no caixa empresarial, inclusive com lucratividade e a emissão de certidão positiva com efeitos de negativa de débitos junto à Fazenda.

Pinto também esclareceu que, até o momento, a empresa continua realizando suas operações de forma regular. Por hora, segundo o gestor, estão sendo feitas apenas análises referente à empresa, por meio de uma consultoria externa, que apresentará, caso seja possível, outras alternativas para a Proguaru, além do encerramento de suas atividades.

Além disso, o presidente dos trabalhos, Edmilson (Psol), pediu mais empenho à Proguaru no fornecimento das informações solicitadas pela Comissão. De acordo com Edmilson, as informações estão sendo enviadas de forma desorganizada e, em meios físicos já praticamente superados, como mídias de CD/DVD.

Consultoria auxiliar

Ainda durante os trabalhos houve o debate sobre a legalidade do pedido, protocolado junto à Administração do Legislativo após a primeira reunião, para a contratação de uma consultoria para auxiliar os trabalhos desenvolvidos pela CEE.

Romildo Santos (DEM) demonstrou bastante receio com a contratação, afirmando que tal medida não poderia ser feita pela CEE, sob pena de improbidade administrativa por parte dos membros.

Edmilson, por sua vez, declarou que não haveria problemas com a contratação, uma vez que seria feita diretamente pela Câmara. Ante à controversa, o presidente da Comissão fez um compromisso com Geraldo Celestino (PSC) de voltar a debater a matéria na próxima reunião.

Por fim, os integrantes da Comissão aprovaram o requerimento que trata da oitiva do gerente financeiro da empresa, Ricardo Bortoleto, para a reunião da próxima terça-feira (08), além do envio ao diretor-presidente Francisco Carone pedindo para que se manifeste a respeito de qual data poderá ser ouvido pela Comissão.