Aneurisma: doença silenciosa que matou ator Tom Veiga

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No último domingo (01) o Brasil recebeu a notícia de que o ator Tom Veiga, 47 anos, que dava voz e vida ao Louro José, papagaio que fazia par com a Ana Maria Braga do ‘Mais Você’, na Rede Globo de televisão, foi encontrado morto na sua residência no Rio de Janeiro. 

A princípio não se sabia a causa da morte a princípio, mas no decorrer da semana . o Instituto Médico Legal (IML) divulgou uma nota confirmando que a causa da morte de Tom Veiga foi um AVC – Acidente Vascular Cerebral decorrente de aneurisma.

O aneurisma é uma doença silenciosa, pesquisas mostram que de 1% a 5% da população tem aneurisma sem saber. Sua definição é o enfraquecimento das paredes arteriais ou defeito na formação das mesmas, causando uma dilatação anormal nesse vaso. 

Uma das principais complicações do aneurisma é o rompimento, ocasionando sangramento no órgão afetado. O aneurisma pode atingir qualquer artéria do corpo e uma pessoa pode viver com o aneurisma sem que ele cause hemorragia porém, existem alguns fatores de risco que podem contribuir para um AVC – Hemorrágico como:

  •  histórico familiar, tabagismo, ingerir bebida alcoólica, pressão alta não controlada.

Quando o aneurisma mostra sintomas, pode significar seu rompimento, os relatos são de uma dor de cabeça súbita e muito forte, muitas vezes classificada como a “pior da vida”, confusão mental, sonolência, fraqueza muscular, dormência ou diminuição de sensibilidade em qualquer parte do corpo, sudorese, náuseas, vômitos e perda da consciência.

O diagnóstico precoce é o tratamento mais efetivo para o aneurisma, os exames de imagens como Angiotomografia ou Angiorressonância são os melhores para identificação do aneurisma, bem como sua localização e característica auxiliando o médico na decisão da melhor conduta.

Perdas e Danos

A cada 5 segundos uma pessoa morre de AVC no mundo. Estima-se que 400 mil brasileiros no período de 12 meses tiveram um AVC e 100 mil desses não sobreviveram, o AVC é segunda causa de morte no Brasil em primeiro lugar está o IAM – Infarto Agudo do Miocárdio.

O atendimento hospitalar tem foco no tempo de atendimento visando reconhecer os sinais de um Acidente Vascular Cerebral e acionar o protocolo AVC para tomada de decisões e condutas de intervenção que podem ser cruciais para salvar vidas ou diminuir os danos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que o atendimento de um caso suspeito de AVC deve ter no máximo 80 minutos, “tempo é cérebro”, quanto mais tempo levam as intervenção mais células cerebrais ficam danificadas, resultando nas sequelas pós AVC. 

As cirurgias normalmente são indicadas em casos de rompimento com o objetivo de drenar o sangramento diminuir a pressão intracraniana e estabilizar o quadro. Os primeiros 90 dias pós AVC, são primordiais para restaurar a capacidade cerebral ao máximo possível. 

O grande problema é quando o paciente não tem acesso ou condições financeiras para continuar a reabilitação pós alta hospitalar. Cerca de 20% dos sobreviventes está independentes de cuidados após 6 meses de reabilitação.

 Por isso, mantenha uma dieta equilibrada, faça exercícios físicos regularmente, não fume, cuidado com o excesso de bebida alcoólica, mantenha o check-up atualizado anualmente ou conforme orientação médica. Com o objetivo de facilitar o contato com o SAMU e trazer mais informações sobre o AVC, está disponível no Google Play ou no Apple Store o aplicativo AVC Brasil. 

Cuidem-se.

*Marcela Vieira Gomes de Oliveira é enfermeira especialista em gestão de pessoas possui experiência em processos de enfermagem na coleta de exames laboratoriais na empresa DASA. Já atuou como enfermeira assistencial no Hospital Israelita Albert Einstein e coordenadora de enfermagem nas empresas Dr. Consulta e Unimed Guarulhos.