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ter, 18 jan 2022
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Coluna aberta: Chegou a hora do Desmame?

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Parece que não, mas até essa decisão deve passar pelo “crivo” social

O indicado pela OMS é que o bebê seja amamentado pelo leite materno até pelo menos seus dois primeiros anos de vida ou mais, por trazer inúmeros benefícios para a saúde do bebê. Quando isso é possível sem maiores percalços no caminho, é ótimo! Mas não podemos esquecer de quem está por trás dessa amamentação esperada e idealizada, a mãe.

E não importa se essa mãe está na sua terceira criança, e como já desmamou ou amamentou dois, será super tranquilo, doce engano da sociedade. Estamos falando de uma mulher e de gestações e maternidades diferentes, além da criança ter necessidades diferentes umas das outras. Por isso, abordar temas como a amamentação e o desmame são tão importantes, pois é mais uma zona delicada onde essa mulher se sente sozinha, insegura e perdida em suas possíveis escolhas.

Procurem alinhar consigo mesmas, quais suas expectativas sobre o desmame do seio materno, não acredite em métodos vendidos de maneira mecânica para que seu bebê não mame mais no peito. Compreenda que se faz necessário respeitar a si e ao seu bebê. muitas vezes o choro dele não é de fome e sim de afeto, dê a ele, de outras maneiras a segurança e aconchego que o seu seio promove e se questione: Estou me atentando a atender as minhas expectativas ou estou procurando atender as expectativas externas?

O que sente é de seu domínio, e somente seu, apenas você sabe o que está havendo com seu corpo, como impactos libidinais, indisposição, desconforto ou dores. Portanto, se entende que chegou o momento, então de maneira gentil vá desmamando-o, não de maneira abrupta e sim planejada, aos poucos esteja ali oferecendo de outras formas, possibilidades de bem estar e segurança a ele.

Lembre que o desmame é para o filho, mas também para a mãe, e sentimentos como, se sentir menos necessária ou medo de interferir no vínculo que criou com seu filho, são comuns, mas o vínculo se dá por toda troca de entrega emocional e isso você faz diariamente quase que a todo momento, quando por exemplo senta no chão para brincar com seu filho, dorme agarradinha com ele, quando da atenção, olha nos olhos, e não somente na amamentação e esse vínculo emocional vai se estendendo por toda a vida desse indivíduo sobre as trocas emocionais que terão.

Mamães conversem com seus bebês e levem verdades a eles, não os subestimem, tragam regras e limites, de maneira respeitosa sobre o desmame, não engane o bebê, com borra de café ou esmaltes nos seios, ou ainda mencionando que o mesmo a machucou colocando band-aid no seio, isso pode gerar consequências, como sentimentos de culpa na criança dependendo da idade, podendo impactá-la em seu desenvolvimento.

Redes de apoio e sociedade, atenção aos palpites, lembrem que vocês não estão vivenciando o que aquela mulher esta, procurem respeitar e lidar com suas próprias expectativas sobre o tema. Ofereçam apoio e acolhimento, dessa forma estarão contribuindo para uma população mais saudável psíquica e emocionalmente.

Uma mãe segura de si e de suas escolhas, cria filhos seguros.

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Clínica | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Sempre em busca de constante aprimorame nto em Saúde Mental

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