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dom, 24 out 2021
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Coluna Mães&Sãs: O Instinto materno existe ou é um mito social?

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Com base na história da maternidade ao decorrer dos séculos, e em estudos e pesquisas científicas, podemos dizer que não, instinto materno não existe.

Por mais que para alguns essa notícia choque, é extremamente importante que possamos eliminar esse pensamento social, que gera uma grande carga de responsabilidade nessas mulheres e gestantes, impactando em seu desejo em relação à maternidade e em sua saúde mental.

Apresentando questionamentos que a afligem como: “Eu deveria saber, mas por que não sei?”, “Eu não darei conta do que esperam de mim!” ou “Não nasci para ser mãe, não levo jeito para isso!”.

Junto com o bebê nasce uma mãe? Seria uma boa né, uma mãe que já sai da maternidade “pronta” e apta para cuidar daquela criança, entendendo seus sinais e amá-la incondicionalmente, com passos a serem seguidos de uma bela cartilha.

Mas não é bem assim, na realidade, assim como o bebê necessita de atenção essa nova mãe também, afinal, assim como o mundo é novidade para esse bebê, a maternidade é um mundo novo para essa mãe, que já sai da maternidade com uma mala de culpa e expectativas sociais a serem atendidas.

Onde fica o espaço de escuta dessa mulher? Dos seus medos? Conflitos? Infelizmente vivemos em uma sociedade onde a maioria dessas mulheres não é vista, tão pouco suas necessidades.

Ao invés disso, é construído dia a dia um pensamento romantizado sobre a entrega, disponibilidade e força dela diante da maternagem, do tipo, “Ela é a mãe e resolverá tudo”, dessa maneira apenas estamos sobrecarregando essa mulher, e tirando o espaço para que a mesma legitime suas emoções e sentimentos a respeito do que está vivenciando.

Entenda que, ser mãe, não é sinônimo de ter responsabilidade sobre tudo, e resolver tudo em relação ao bebê. Não se trata de instinto materno, e sim de um processo de aprendizado que envolve os cuidados do bebê, que qualquer ser humano que esteja disposto a exercer tais cuidados ao bebê pode desenvolver.

O relacionamento e vínculo com o bebê é construído dia a dia, não é algo que simplesmente surge, demanda entrega, envolvimento e interesse. Além de que para o bebê, ter maiores possibilidades de contatos sociais, contribui para o seu desenvolvimento.

Por isso, redes de apoio, entendam a sua importância sobre o impacto na saúde mental dessa mulher e recém mãe e na colaboração para a construção desse novo ser. Mães, entendam, vocês estão em processo de aprendizagem diária na maternidade, menos cobrança e maior acolhimento, a começar por si mesma

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Clínica | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Sempre em busca de constante aprimoramento em Saúde Mental

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