Como buscar a autoestima materna com auxílio das redes sociais?

Foto: Reprodução/Mãe Pop

Talvez hoje seja um dia comum…

As obrigações na família e em nosso ambiente de trabalho já possuem cronograma definido. São inúmeros os afazeres até você se dar conta de que mais um dia já se passou e a preparação para a labuta do próximo dia que nasce já bate à nossa porta.  

Uma forma de observarmos essa expressão infinita de definições no campo da maternidade, por exemplo, encontram-se nas redes sociais. Já pararam para pensar a quantidade exacerbada de #hashtags que encontramos? Das mais simples às mais complexas. 

(#mãe) 

A hashtag mostra um lugar comum para a união e espaço de expressão das mulheres que vivenciam a maternidade. Alguns exemplos: a própria #mãe, outras ligadas a sua principal características, como o #mãedeprimeiraviagem, #mãededois, e também outros mais reflexivos, no caso #mãesquelutam, #mãessaudáveis, entre outras. 

O que chama a atenção nessa interface de redes são as definições de maternidade e as definições de sentimento, que fazem as mães encontrarem um lugar comum para desabafarem e se sentirem unidas com apenas uma hashtag (#maternidadereal, #mãesquelutam, #instamaterno, etc). 

(#amorpróprio) 

A hashtag representa uma linguagem própria e universal. Muitas são as hashtags que encontramos no contexto da maternidade. Hoje, queremos destacar a hashtag do amor próprio. O amor próprio é o principal combustível para que nossa estima seja alimentada. 

Assim como um bebê que é amamentado, em busca de subsídios que o enriqueçam de diversas formas (próprias do desenvolvimento humano, intelectual e emocional), assim é construída nossa relação com nossa estima. 

A autoestima materna constitui-se como um jardim de flores e amores, envolta de uma redoma de vidro. Segura e ao mesmo tempo, frágil. Preservada, mas escondida. Protegida, nunca desamparada. Encontrar o caminho para esse jardim não é tarefa das mais fáceis, porém 

longe de ser impossível. Uma das formas de encontrá-lo, em sua propriedade intrínseca, está na permissão de se olhar com mais carinho, sem o convite da autocrítica e julgamentos dolorosos. Não é viver na fantasia ou de romantismos exacerbados, claro que não. 

Mas é consentir e ouvir com respeito nossas dores e frustrações. É cultivar a essência de ser mãe e mulher ao mesmo tempo, sem hashtags que possam camuflar o que realmente sentem.  

Concluímos que hashtag mãe (#mãe) podem ser compreendidas como redes que se cruzam e entrelaçam-se, unindo milhões de mulheres que são mães, na compreensão daquilo que a faz ser tão particular. 

Mães que fazem a diferença (#mãesquefazemadiferença), mães que lutam pela valorização de sua autoestima materna (#autoestimamaterna).

*Adriane Wassouf é psicóloga formada na UFMS (2009), tutora em Aleitamento Materno e Alimentação Continuada pelo Ministério da Saúde. Consultora Materna e Parental. Responsável pela Rede de Apoio Materno Amor ao Puerpério, rede de cuidados destinada à Saúde Mental de Mães, Gestantes e Puérperas.