O ensino jurídico no Brasil está em declínio?

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Segundo dados da Ordem dos Advogados do Brasil, o Brasil possui, atualmente, a quantia de 1.274.893 de advogados [1]. O número assusta, ainda que se leve em consideração a quantidade de habitantes no país.

Isto porque, este número representa 1 advogado para cada 190 habitantes, o que é superior a quase todo o resto do mundo, superando até mesmo o número proporcional visto nos Estados Unidos da América [2].

A maior explicação para este aumento desenfreado é a alta quantidade de cursos jurídicos existentes em nossa nação.  Segundo o portal Jota, Brasil tem mais de 1.500 cursos de Direito, mas só 232 têm desempenho satisfatório [3].

Vale ressaltar que o Brasil, sozinho, possui mais cursos de Direito do que o resto do mundo todo junto.

O levantamento apenas constata uma realidade já vista antes pelos professores universitários. Infelizmente, grande parte do corpo discente chega ao ensino superior com sérios problemas de ensino, advindos da origem do processo alfabetizatório.

Essa realidade também é refletida pelos números vistos no exame de ordem, uma vez que esta prova é requisito para que o bacharel em Direito seja considerado advogado.

Ao reprovar no exame, o bacharel fica impedido pela lei de exercer a advocacia.

Segundo informações do portal 360, apenas 24% dos candidatos são aprovados [4], o que significa dizer que, em um universo de 100 mil pessoas que a realizam, apenas 24 mil são aprovados, acarretando na reprovação de outros 76 mil candidatos.

Diante deste cenário, acaba sendo uma constatação dolorosa em ver que o ensino jurídico passa por um declínio, sendo certo que é necessário que haja uma reformulação nas suas respectivas grades, e principalmente, que o país possa ter um melhor ensino na base.

Na dúvida, procure um advogado.

*Jeferson Pedro da Costa é advogado especialista em Direito Civil e um Professor entusiasta das ciências jurídicas e sociais.