O remédio amargo de uma crise que já chegou na economia

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Conforme anunciado aqui anteriormente, a pauta econômica já entrou nas discussões do governo e das pessoas, inclusive nas redes sociais. Tudo isso, porque as medidas de isolamento e paralisação de atividades causados pelas recomendações médicas de quarentena tem afetado a economia diariamente.

Não podemos esquecer que a saúde é fonte de preocupação principal neste momento, mas muita gente que teve que parar comércios, os micro empreendedores estão se questionando – E agora? As contas? Os empregos?

Não podemos afirmar que não haverá impactos. A economia está paralisada, há incapacidade financeira, principalmente para quem está no “fronte” da economia, como os pequenos comerciantes, prestadores de serviços, já estão sendo afetados.

São essas pessoas que giram a roda da economia, pois seus negócios pagam boa parte dos salários, impostos, compram insumos da indústria e vendem ao público em geral. Mas, existe remédio? Percebamos, quando há o questionamento é porque de fato há uma “doença”.

Na economia o remédio é algo que se prescreve e é preciso ser paciente e esperar o resultado dos efeitos, mas, precisa ser aplicado corretamente. Alguns exemplos de “remédio” já estamos vendo aos poucos no mundo esses efeitos.

A aprovação do congresso americano do maior programa de distribuição de renda da história do país, injetando na economia 2 trilhões de dólares, de maneira social, com cheques sociais e empréstimos ao pequeno e médio empresário, subsidiado, para a liquidez voltar ao mercado.

São medidas essenciais para a retomada da economia. As previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) é de encolher, e essa previsão é inevitável. Mas, esperamos que as medidas, como as do governo americano, sejam tomadas no Brasil, visando a proteção, principalmente das pessoas que estão na ponta do consumo e com menos condições econômicas.

Assim como a pandemia do vírus precisa de tratamento, viveremos uma pandemia na economia, que vai precisar de remédio, muitas vezes amargo, mas necessário para curar o problema.

* Alberto Furtado é consultor do Mercado Financeiro pela CRK. Formado em Contabilidade e Matemática é Colunista de Economia do Guarulhos Online.