Quais os rumos da economia pós coronavírus?

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Com a decisão da maioria dos governos estaduais de aumentar o período de quarentena por mais dias, qual a perspectiva econômica no ano? O relatório Focus, semanalmente divulgado pelo Banco Central, em sua última publicação em 15 de maio prevê uma queda no PIB de 5,12%.

Para se ter uma ideia, do quanto a pandemia influenciou nesta perspectiva, no relatório anual divulgado em 06 de janeiro, a previsão era de um crescimento de 3,20%. Outro dado econômico importante nas perspectivas econômicas é a taxa de juros básica do país.

A última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) divulgou uma taxa básica de juros histórica de 3,75% ao ano. Considerada a mais baixa desde que o Brasil adotou este modelo de controle. Com isso, o governo pretende estimular a demanda em consumo, em uma tentativa de estimular o crescimento econômico.

Mas como estimular este crescimento sem liquidez? O Ministro Paulo Guedes disse que as medidas econômicas estão em votação no congresso. Injeção de cerca de 700 bilhões na economia custeia neste momento, a ajuda emergencial de R$ 600 e o estimulo ao crédito à empresas.

E ainda, o pagamento da complementação salarial, com o contrato de trabalho reduzido temporariamente. Com estes estímulos, o governo espera que o país mantenha o nível de produção, para evitar uma queda maior no Produto Interno Bruto (PIB).

Efeito Pandemia

A pandemia da Covid-19 está provocando uma desaceleração significativa do crescimento global, queda nos preços das commodities e aumento da volatilidade nos preços de ativos e moedas. Mas, é importante olhar para o futuro.

Os analistas de mercado estão prevendo que tais medidas econômicas, junto com uma demanda reprimida que deve acelerar alguns setores. Entre eles, o turismo e o entretenimento, que vão propiciar um crescimento no PIB para 2021 de 3,20.

Essa é apenas uma previsão de entrarmos no próximo ano com uma taxa básica de juros de 2,25%. A torcida já e grande para o ano acabar, o crescimento deve ser lento e gradual. Mesmo assim é necessário que as políticas econômicas anunciadas e a diminuição do contágio pelo coronavírus.

*Alberto Furtado é Consultor do Mercado Financeiro pelo CRK