Saiba qual a importância de montar um plano de parto

Foto: Ana Nascimento/MDS/Portal Brasil

Montou o enxoval, o quarto, a bolsa da maternidade, mas e o Plano de Parto? Ops. Pois é mamãe esse formulário é tão importante e necessário quanto os outros itens de preparação para chegada do seu bebê.

Trata-se de um documento, preenchido pela gestante onde é citado tudo o que ela quer e não quer em seu parto. Ressaltando inclusive sobre o tipo de parto e intervenções desnecessárias que implicam em risco para saúde da parturiente e de seu bebê.

Para que o formulário seja preenchido de maneira adequada, a parturiente precisa ter conhecimento sobre o que é esperado e o que não é, respeitando as subjetividades de sua gestação, tendo conhecimentos com base em trocas com seu(a) obstetra e livros sobre o tema.

Após o preenchimento o documento deve ser entregue ao profissional obstetra responsável, o mesmo terá que assinar, estando de acordo a seguir o desejo da gestante

Qual a razão para se ter um plano de parto?

Muitas são as razões. Uma delas é estar por dentro das leis que te amparam para um bem nascer, por exemplo a lei do acompanhante 11.108, que menciona sobre o direito a um acompanhante na sala de parto independente do sexo e relação com a parturiente, não apenas em instituições públicas como também em instituições privadas, sem necessidade de cursos preparatórios.

Profissionais como doulas, não são consideradas acompanhantes, portanto, fazem parte da equipe e a gestante poderá indicar em seu plano de parto a presença da sua doula, caso tenha.

Uma outra razão é escolher a posição que quer ficar de acordo com que se sinta mais à vontade para parir, optar ou não por hormônios sintéticos para acelerar o trabalho de parto, escolhas como tomar ou não anestesia para alívio de dor, sobre quando cortar o cordão umbilical, comportamentos em relação ao bebê depois do nascimento, entre tantas outras questões que podem impactar diretamente na saúde e vínculo mãe/bebê.

Existem modelos de planos de parto diversos pela internet, ou até mesmo, em postos de saúde, além de poder ser escrito em formato de carta pela gestante.

Se manter munida de informações, poderá contribuir para um vínculo mais saudável com seu bebê, além de uma maior segurança emocional dessa mãe, devolvendo a mesma o protagonismo sobre o seu momento único de renascimento para uma nova vida com demandas diversas, sendo uma das principais: doação e entrega de afeto.

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Clínica | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Sempre em busca de constante aprimoramento em Saúde Mental