Você sabe identificar violência obstétrica?

Foto: Ana Nascimento/MDS/Portal Brasil

Um termo não muito falado nem muito conhecido, principalmente pelo público mas interessado: gestantes

A violência obstétrica pode ser vivenciada de diversas maneiras pela gestante e parturiente* (mulher que está em trabalho de parto ou pariu recentemente), desde o pré natal, e são praticadas em sua grande maioria de maneiras sutis e repetitivas.

Frases como:

“Você tem uma estrutura muito pequena ou não tem quadril largo, tem certeza que quer ter parto normal?” ouve-se repetidamente de alguns profissionais da saúde, por vezes buscando a influência em uma cesárea agendada não necessária.

“Esse é o ponto do marido!” diz o médico obstetra, ao suturar a mãe, deixando menor a abertura de sua vagina, ressaltando o objetivo de atender ao outro, sem pensar que pode estar gerando um dano também para saúde sexual dessa mulher.

“Mãezinha irei colocar o sorinho na sua veia para te ajudar o parto a ser mais rápido!” diz, a equipe de enfermagem aplicando oxitocina na parturiente, causando contrações maiores em seu útero, responsáveis pela expulsão do bebê e maior dor no parto.

Lembrando que nessa última afirmação, também temos o esquecimento da singularidade dessa mãe, que não é chamada nem pelo nome. Além do hormônio aplicado, já ser produzido pelo organismo da mesma, não sendo necessário sua aplicação e sim apenas seguir com o processo parto normal. 

Entre tantas outras afirmações e procedimentos retrógrados, como por exemplo, a episiotomia (aquele corte realizado para aplicar a saída da vagina, facilitando para os profissionais de saúde tirarem o bebê).

Busque informações, realize um pré-natal psicológico e se torne novamente protagonista como parturiente, decidindo o que aceita e o que não aceita em seu processo de parto, seja ele normal, vaginal ou procedimento cesariana.

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Clínica | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online