Volta da economia depende do índice de confiança na credibilidade do país

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Com toda a preocupação na paralisação da economia no período de quarentena, cada vez mais fica a dúvida  sobre a retomada da normalidade. A economia vai demorar quanto tempo para reagir? 

Além do reaquecimento do comércio, serviços e outros setores, que deve acontecer devido a uma demanda reprimida, existe um fator muito importante na economia chamado, índice de confiança. 

A confiança, em conjunto com outros fatores, é elemento fundamental para determinar as ações, principalmente na formação de expectativas e na previsibilidade de consumidores, empresários e investidores. 

Na relação confiança e consumidor, o principal fator é a incerteza da retomada dos empregos, e com isto, o consumidor tende a ficar mais conservador com os planos de gastos e consumo. Na relação confiança e empresariado, as decisões de investimentos em produção, contratação, fica comprometido.

Há nesse lugar, o temor da retomada do crescimento econômico de forma lenta. A relação investidor e confiança é totalmente decisiva para as definições de onde está o melhor segmento para investir. 

Para onde vai a curva da taxa de juros? Da cotação da moeda? Dos preços das ações das empresas? Perguntas frequentes de qualquer investidor. Neste momento as decisões do governo são fundamentais para equilibrar os índices.

A estabilidade política, ações econômicas de apoio aos empresários, principalmente pequenos e médios, traz ao mercado um importante vetor para a retomada da confiança e da economia. Mas, os últimos episódios não são nada animadores.

Mais do que os movimentos econômicos, balança comercial ou ações para equilibrar a política monetária, as medidas para os agentes da economia retomarem o índice de confiança, serão o principal fator de recuperação. 

A economia só vai conseguir respirar, após a passagem da falta de ar que o coronavírus está causando na vida das pessoas e na rotina do país.

* Alberto Furtado – Consultor do Mercado Financeiro da CRK