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ter, 18 jan 2022
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Rotina da restauração do Adamastor é tema de exposição

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São cerca de 300 fotos doadas pela fotógrafa guarulhense Vera Lúcia Jurcys

Em 2003, a rotina dos trabalhadores durante as obras de restauro da antiga fábrica de casimiras Adamastor despertou o interesse da fotógrafa guarulhense Vera Lúcia Jurcys, responsável pelo registro de imagens do processo de transição do espaço antes fabril para um cultural.

As imagens, cerca de 300 fotos doadas pela fotógrafa para a Prefeitura de Guarulhos, compõem a exposição Centro Municipal de Educação Adamastor, em exibição no Arquivo Histórico até 1º de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O Arquivo Histórico integra o complexo do Adamastor, que fica na avenida Monteiro Lobato, 734, Macedo.

Além da exposição de fotos, o Arquivo Histórico gerou conteúdo em podcast da série Nosso Patrimônio, disponível no Spotify (https://open.spotify.com/episode/1Sh1oD6bhLZTQ4Rxgya69A?fbclid=IwAR2ebjuliYa5MZD5HD9_n8CmjDfRld8GSKNk1M6vzyDhHa4V0IVM_bFk_Io), com entrevista da fotógrafa e da servidora Dalva Mudeh, ex-funcionária da fábrica de casimiras Adamastor no final dos anos 1960.

Construção e restauro

Atualmente Vera Lúcia Jurcys trabalha na Câmara Municipal de Guarulhos. Ela começou a fotografar muito jovem e, aos 17 anos, já havia registrado imagens de grupos de teatro da cidade, dentre eles a Cia. Unó de Teatro, com a qual descobriu também a linguagem teatral. Em sua carreira, a fotógrafa reúne valiosa trajetória junto aos movimentos sindicais na cidade.

Cedo, Vera também descobriu a importância do registro de imagens.

“Percebi que fazia muita diferença a presença de um fotógrafo às 5h da manhã na porta de uma fábrica, porque esse registro legitimava o acontecimento e, com isso, reforçava a luta dos trabalhadores”.

Além do conjunto do restauro e da obra que se erguia a partir de projeto do arquiteto Ruy Ohtake, filho da arquiteta Tomie Ohtake, as imagens feitas por Vera têm como foco as atividades e as condições de trabalho, os momentos de interação entre os trabalhadores, as pausas para o descanso e a alimentação.

As fotos do complexo do Adamastor nos tempos de sua restauração revelam ainda os cuidados dos trabalhadores com a chaminé herdada da antiga olaria, a reforma do telhado, a construção do prédio que hoje abriga a Secretaria do Trabalho, o pátio externo, entre outras áreas.

Memórias

Ao final da obra, a oferta de uma série de atividades de educação e serviços aos munícipes marcou a inauguração do Centro Municipal de Educação Adamastor, em dezembro de 2003.

Com aproximadamente 8 mil m² de área construída, o Adamastor abriga o maior teatro público de Guarulhos, além de dez auditórios, biblioteca, o Arquivo Histórico, pátio de eventos, espaços para exposições e um polo de ensino a distância da Univesp. Durante seu funcionamento normal, o que é impraticável neste momento de pandemia, o espaço recebe mais de 15 mil pessoas por mês e oferece atividades educativas, culturais e esportivas para diferentes faixas etárias.

Para a servidora da Secretaria de Cultura Dalva Mudeh, que começou a trabalhar na tecelagem aos 14 anos, o Adamastor faz com que ela volte no tempo.

“Estar no Adamastor me faz pensar em minha jornada na Prefeitura de Guarulhos, que começou na Secretaria de Educação. Aqui consigo reviver histórias marcantes de alguns espaços, como o calçadão ao lado do prédio, por onde os trabalhadores da tecelagem desciam para ter acesso à fábrica e subiam de volta no horário do almoço. São lembranças de pessoas, amigos, momentos e amizades que sempre voltam à memória”.

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