Alto índice de desemprego indica o impacto da crise do coronavírus sobre o mercado de trabalho

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Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que a taxa de desemprego no país subiu para 12,6%.

O alto índice indica o impacto da pandemia do coronavírus sobre o mercado de trabalho no país durante o primeiro trimestre de 2020. O saldo negativo foi resultado de 598.596 admissões e 1.459.099 demissões ao longo do último mês.

A taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos de idade brasileiros ficou em 27,1% no primeiro trimestre de 2020. Ou seja, acima da média geral de 12,6% do país no período. Entre as mulheres a taxa ficou em 14,5%, 4,1 pontos percentuais acima da taxa observada entre os homens no mesmo período (10,4%). 

Os dados também mostram disparidade entre as pessoas que autodeclararam sua cor para o IBGE. A taxa entre os brancos ficou em 9,8%, bem abaixo das pessoas que se disseram pardas (14%) e pretas (15,2%).

Mesmo diante dos altos índices, especialistas em economia apontam que a pesquisa não reflete totalmente os efeitos da pandemia na atividade econômica do país. Pois o período de enfrentamento do coronavírus no Brasil ainda não chegou ao fim.

Mais de 860 mil postos de trabalho foram fechados no Brasil em abril. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que quase 1,5 milhão de brasileiros perderam o emprego no mês, o pior índice em 29 anos.

De acordo com o Ministério da Economia, os números são consequência da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Desde março, quando a Covid-19 avançou pelo país, atividades e serviços não essenciais foram interrompidos na maior parte dos estados brasileiros.