Doria acusa Ministério da Saúde de omitir falhas por atraso na vacinação

Foto: Divulgação/ Governo de SP

O Instituto Butantan já entregou 9,8 milhões doses de vacinas para a imunização dos brasileiros; 9 de cada 10 brasileiros são imunizados com a vacina do Butantan

O Governador João Doria contestou veementemente o pronunciamento do Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, que responsabilizou o Instituto Butantan pelo atraso na entrega de doses da vacina. Mas, a entrega corresponde a 90% de todas as vacinas usadas na rede pública do país.

Ao ignorar fatos a respeito do fornecimento das vacinas do Instituto Butatan, o Ministério da Saúde deixa de informar que, como é de conhecimento público, o desgaste diplomático causado pelo governo brasileiro em relação à China foi o que provocou atrasos no envio da matéria-prima necessária para a produção da vacina.

O governo estadual alega que não houve qualquer empenho da União na liberação dos insumos junto ao governo chinês. A autorização para envio da matéria-prima só ocorreu após intervenções feitas pela equipe de São Paulo.

O Instituto Butantan ofereceu ao Ministério da Saúde 60 milhões de doses para serem entregues em 2020 em três ocasiões: 30 de julho, 18 de agosto e 7 de outubro. As três propostas enviadas no ano passado foram ignoradas pelo MS, que só assinou o primeiro contrato de fornecimento em janeiro de 2021.

O primeiro contrato firmado em 7 de janeiro com a pasta federal previa a entrega de 8,7 milhões até 31 de janeiro, mas o Butantan antecipou o envio das doses, que foram disponibilizadas em 17 de janeiro (6 milhões), 22 de janeiro (900 mil) e 29 de janeiro (1,8 milhão). Em 5 de fevereiro um novo lote de 1,1 milhão de doses foi enviado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Por meio de um grande esforço de produção será possível antecipar de setembro para agosto a entrega do total de 100 milhões de doses contratadas. A partir do próximo dia 23 de fevereiro está prevista a entrega de 3,4 milhões de doses, em oito entregas diárias de 426 mil.

O Butantan criou uma força-tarefa para acelerar a entrega de doses para todo o país, com a duplicação do número de funcionários do setor de envase de 150 para 300 profissionais. Dimas Covas, culpou a falta de empenho da diplomacia brasileira com a China para liberação de insumos.