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qui, 04 jun 2026
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Mesmo sem eficácia comprovada, Ministério da Saúde libera hidroxicloroquina para pacientes com casos leves de coronavírus

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O Ministério da Saúde liberou, na manhã desta quarta-feira (20), o protocolo que autoriza o uso da cloroquina para casos leves de coronavírus. O sinal verde para a utilização do medicamento, que até então estava com aval somente para casos graves da doença, foi dado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A liberação do uso do medicamento foi assinado pelo ministro-interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, ele assumiu o cargo desde quando Nelson Teich deixou o comando da pasta, na última sexta-feira (15). Um dos pontos determinantes para a saída de Teich foi justamente o medicamento defendido pelo presidente.

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Antecessor de Teich no cargo, Luiz Henrique Mandetta também saiu da pasta por discordar do amplo uso da hidroxicloroquina em pacientes com a Covid-19. O Ministério da Saúde, no protocolo anterior, publicado em março, liberou o uso da cloroquina somente em pacientes em estado grave em função do coronavírus.

Novo Protocolo

Com o novo protocolo, casos leves de coronavírus poderão ser enfrentados com a cloroquina, mediante assinatura de um termo de consentimento por parte do paciente. O documento, no entanto, ressalta que não há garantia de resultados positivos e que não há estudos que comprovam de fato, a eficácia do medicamento.

O paciente que assinar o termo de consentimento, de acordo com o documento, deve estar ciente que a cloroquina pode causar efeitos colaterais que podem resultar em “disfunção grave de órgãos, ao prolongamento da internação, à incapacidade temporária ou permanente, e até ao óbito”.

Na noite dessa terça (19), Bolsonaro, em uma live na internet o presidente afirmou que “toma o remédio quem quer”, fazendo piada com o medicamento. “Quem for de direita toma cloroquina, quem for de esquerda toma Tubaína”.

Mesmo assim, o Governo de São Paulo por meio do Centro de Contingência do Coronavírus, já disseram que não irão adotar as novas medidas. Segundo o Governador João Doria, principal adversário político de Bolsonaro, “receita médica não se faz por meio de decreto”.

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