Pandemia evidencia falta de leitos em hospitais e prioridade do governo com sistema de saúde

Foto: Divulgação/PMG

Após o período de eleições, compras de fim de ano e festas de natal e ano novo, a pandemia perdeu o controle e o número de infectados e mortos subiu consideravelmente. Outro fator determinante diante deste cenário, são as internações que atingiram mais de 90% da capacidade total de leitos disponíveis somente em Guarulhos.

Na cidade, até o período das eleições, tanto o prefeito Guti (PSD) quanto sua equipe, diversas vezes apontaram que os números eram confortáveis. Naquele momento, os índices se mantinham estáveis, sem um pico ascendente que preocupasse as autoridades, que permitiram que o processo eleitoral ocorresse naturalmente.

Mas o que se via nas ruas durante a campanha foram inúmeras aglomerações, com bandeiraço nas praças e caminhadas pelas feiras livres que nunca deixaram de funcionar. Passado o período, os resultados eram previstos por especialistas que tentaram convencer a população em evitar aglomerações durante a passagem de ano, em vão.

A quem dica que nas periferias nunca houve isolamento social, verdade seja dita, o olhar das autoridades para as diretrizes sanitárias se deu somente para a região central. Apesar disso, são nos bairros mais próximos ao centro que os números da Covid-19 estão mais elevados em Guarulhos.

Enquanto isso, Guti não menciona reativar o hospital de campanha, mas o município negocia 20 leitos com a iniciativa privada e reivindica outros nos hospitais estaduais. O Complexo Padre Bento de responsabilidade do estado recebeu 19 nesta semana, mas HGG nenhum, assim como Pimentas e HMU que são atribuição da prefeitura.

Frente a este aumento nos índices da doença, o Centro de Contingência revisou o Plano SP no sentido de endurecer a possibilidade de flexibilização da quarentena. Na 17ª classificação do Plano, 90% da população fica na fase amarela e 10% na fase laranja, mais restritiva. 

O centro de contingência entendeu que deve aumentar as restrições para conter o aumento de casos. Deste modo, os critérios para ingresso na fase verde ficaram mais rígidos, o comitê avalia os índices diariamente, mas vai divulgar o cenário de avanço do vírus, daqui um mês.