Pronto Socorro do Hospital Geral vai funcionar a portas fechadas a partir de 01º de fevereiro

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O guarulhense foi surpreendido nesta semana com a informação de fechamento do Pronto Socorro do Hospital Geral de Urgências (HGG) no Cecap. A readequação começa a valer a partir de 1º de fevereiro, quando a unidade passa a atender somente pacientes graves.

De acordo com o deputado Márcio Nakashima (PDT), a mudança é baseada em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e por isso, o governador João Doria (PSDB) determinou que o hospital passe a trabalhar de portas fechadas.

O ato administrativo prevê o fechamento do Pronto Socorro para demanda espontânea, e passa a funcionar com acesso restrito ao SAMU e transferências da rede municipal por ambulância. O deputado atribui o fechamento ao corte de verba do Estado para hospitais.

Em entrevista ao Guarulhos Online, Nakashima citou que desde o final de 2014, quando a Organização Social (SPDM) assumiu a administração da unidade, o atendimento ambulatorial somava 30.480 atendimentos/ano e a previsão para este ano é de 17.844.

Ainda segundo o deputado, o número de cirurgias também caiu, naquele ano foram realizadas 5.776 cirurgias contra 4.520, de acordo com levantamento citado por ele. São 1,2 mil cirurgias a menos em relação ao mesmo período.

“Enviamos mais uma vez ofício à Secretaria de Estado da Saúde, solicitando mais leitos para Hospital Geral, diante das necessidades do município. Por conta da demora em transferências via Cross é inadmissível que uma família saia daqui de Guarulhos com seu ente querido para ser tratado em Mogi das Cruzes”, destacou.

O parlamentar apontou que solicitou habilitação de leitos de UTI, por meio de ofícios para o HMU, HGG, Hospital Pimentas e Padre Bento. Mas conforme disse, ainda não houve resposta por parte do Governo do Estado.

A reportagem questionou a Secretaria Estadual de Saúde se o fechamento se dá devido a alta demanda de pacientes com Covid-19 e se há possibilidade, a curto prazo da instalação de novos leitos na unidade, mas não obtivemos resposta até a publicação.