Raio-X do Transporte Coletivo: ônibus novos x ônibus velhos

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Foto: Marcela Vasconcelos (Guarulhos Online)

Nesta sexta-feira (06) o último capítulo da reportagem especial sobre o transporte público da cidade de Guarulhos visitamos as linhas 420 (Jd. Santa Paula-Centro via Monteiro), 411 (Inocoop-Centro via Dutra). Ambas, assim como outras linhas mostradas no decorrer da semana, têm reclamações de má conservação e quebras.

Leia a Reportagem Completa:

De acordo com uma fonte do Guarulhos Online, em uma garagem com muitos ônibus é difícil de se fazer a fiscalização dos veículos um a um antes de cada saída para rua, portanto, não será raro encontrar defeitos como uma campainha quebrada ou um elevador inoperante. A fonte revelou ainda que são as empresas que determinam se um ônibus novo vai ou não circular em determinada linha e região.
Segundo ele, as empresas ‘maquiam’ o fluxo de ônibus durante o horário previsto, cumprindo a norma da secretaria de transportes em disponibilizar 80% da frota, mas muitas vezes sem cumprir os horários adequados como no pico na manhã e da tarde, por exemplo, ocasionando atrasos.
Foto: Marcela Vasconcelos (Guarulhos Online)
Por isso, não é em vão a percepção dos passageiros que relatam esperar muito nos pontos e, por muitas vezes, os ônibus não passarem conforme os horários previstos. A reportagem observou as reclamações sobre esse tipo de ocorrência entre os passageiros da linha 433 (São João-Vila Galvão) que esperam mais de 40 minutos no horário de pico da tarde sentido São João.
Quando os carros quebram há um procedimento entre empresa e prefeitura a ser cumprido. Exige-se um protocolo para registrar a ocorrência. Entretanto, os condutores sabem muitas vezes que determinado veículo apresenta o risco de não cumprir o trajeto por razão de falhas. Mesmo assim, a viagem é liberada assumindo o risco do carro quebrar mais à frente.
Foto: Marcela Vasconcelos (Guarulhos Online)
Isso acontece porque a empresa recebe da prefeitura um subsídio, pago sobre os custos operacionais, equivalente a integrações e gratuidades calculado por partida, mas para tanto deve cumprir as metas diárias e mensal.
No fim das contas os recursos desse subsídio saem do bolso dos contribuintes que pagam a passagem integral. O custo hoje é de R$ 4,30 no bilhete cidadão, R$ 4,70 no dinheiro e R$ 4,94 no bilhete vale-transporte pago pelas empresas aos funcionários.
Segundo a prefeitura as linhas que recebem maior fluxo de passageiros são: 453 (São João-Centro) 441 (Santa Paula-Santa Clara) 275 (Cocaia-Shopping Internacional) 731 (Terminal Pimentas-Praça da Saudade), sendo a 453 a única a operar com ônibus articulados.