Saiba por que não se deve mentir no currículo na hora de procurar por trabalho

Foto: Cottonbro/Pexels

O currículo é o cartão de visita do candidato. É com essa ferramenta que ele apresenta sua experiência, objetivos profissionais e parte do que pode oferecer para as empresas.

Na ânsia pela contratação, muitos incluem informações que não condizem necessariamente com a realidade e “alguns chegam a mentir até na entrevista, mas é muito difícil que um profissional com experiência em recursos humanos não perceba”, explica Renata Motone, especialista em Recursos Humanos da Luandre.

Para Renata, a mentira no currículo é um fator que depõe contra o candidato, por dois motivos. Um deles é a falta de aptidão que o candidato terá para o cargo, uma vez que os pré-requisitos necessários não estão sendo de fato preenchidos. O outro é a demonstração de falta de ética e o constrangimento, caso descoberto.

Saiba quais as mentiras mais comuns e entenda como fazer bem seu próprio marketing sem ter que mentir no currículo. 

Valor salarial

Há quem minta sobre o salário anterior como forma de se valorizar e tentar uma negociação por um valor maior no próximo emprego. Renata aconselha a não fazer isso porque há uma média salarial para cada cargo e quem seleciona sabe disso.

Idiomas

“Fluência em língua é outra mentira frequente”, diz Renata da Luandre — “a questão é que na primeira prova escrita ou entrevista oral já se nota a diferença entre o real e o que se conta no currículo”. Ela aconselha a ser claro quanto às habilidades linguísticas, afinal, há vagas em que não é necessário o inglês.

Voluntariado

Muitos querem impressionar e acreditam que adicionar experiência como voluntário em causas sociais vai facilitar a contratação, mas não passam autenticidade na entrevista. “A estratégia em vez de contar pontos, joga contra”, esclarece Renata.

Ela acrescenta que este não é um fator decisivo na maior parte dos casos e, portanto, só deve constar no currículo se, de fato, o candidato puder contribuir para a empresa com sua real vivência como voluntário.

Universidade

Como forma de status, candidatos mentem sobre a universidade em que se graduaram ou falam sobre MBAs, doutorados e outros títulos que não têm efetivamente.

Há cargos que exigem formação específica, mas o importante é poder comprovar o conhecimento, “onde o candidato cursou a faculdade não é um ponto decisório, experiência e conhecimento contam mais”.

Demissão

Não existe problema em dizer que foi demitido. É algo até considerado normal e pode acontecer por uma série de razões. O que se deve evitar é falar mal da empresa anterior, mesmo que a demissão não tenha sido amigável.

Tentar atacar o antigo empregador só gera dúvidas ao selecionador sobre o caráter do candidato. O melhor é ser direto e sutil sobre o motivo da demissão”, aconselha Renata.

Sobre a Luandre

A Luandre Soluções em Recursos Humanos tem 50 anos de atuação e oferece soluções técnicas e inovadoras na área de RH. Trabalha com a construção de um elo entre a organização e colaborador dentro das instituições.