Usuários do transporte público estão mais vulneráveis à Covid-19, aponta pesquisa da Unifesp

Foto: Divulgação/PMG

Um levantamento feito pela Universidade Federal do Estado de São Paulo revelou nesta segunda-feira (10) que os usuários do transporte público estão entre os mais vulneráveis à Covid-19. A pesquisa apontou ainda, que este público é mais pobre.

Segundo o cruzamento de dados, os usuários dos coletivos, que moram nas regiões mais periféricas e que não tiveram as atividades profissionais interrompidas, estavam mais suscetíveis a contaminação pelo novo coronavírus.

De acordo com os boletins epidemiológicos semanais da secretaria municipal de saúde, as faixas etária entre 30 e 50 anos são as que registram mais contaminados em Guarulhos. Isso se dá porque nem todos puderam cumprir o isolamento social em quarentena domiciliar.

Autônomos e ambulantes também foram apontados como vulneráveis, donas de casa também se somaram a essa conta. As causas desse resultado são contato direto com potenciais infectados sem sintomas.

Pessoas nessa faixa etária geralmente possuem sintomatologia tardia e mais amena, o que faz com que possam transmitir a doença para donas de casa acometidas do “fluxo estático”, ou seja, ficam em casa, mas convivem com quem está diariamente na rua.

Esses são apontamentos do pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Wesley Luzetti Fotoran, que demostrou diversos estudos que apontam para o risco dos usuários se contaminarem em ônibus, trens e metrô, que transportam diariamente milhares de pessoas.

Entretanto, a prefeitura declarou no último dia 27 de julho que a contaminação por Covid-19 não se agrava dentro dos coletivos porque as janelas abertas permitem a circulação do ar. A informação foi baseada em uma pesquisa feita pelo setor de transporte do Brasil, por uma outra feita pelo governo de Nova York e outra feita no Japão.

Guarulhos faz testagem ineficaz

Wesley considera que os testes ofertados pela prefeitura de Guarulhos disponibilizados pelo governo federal, são inconclusivos. O próprio secretário de saúde, José Mário Clemente já declarou ser contra os testes rápidos e explicou o funcionamento ineficaz deste tipo, chamado sorológico. Mas, atualmente são esses testes feitos pela saúde municipal nos munícipes.

A atual gestão municipal utiliza nos mutirões esse modelo de teste que só detecta a presença do vírus se o paciente está com a doença no momento do exame. Ou seja, caso o paciente já tenha tenha sido infectado e foi curado, o teste não mostrará.