Vacina paulista para Covid-19 não interfere na retomada econômica do Plano SP

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O governo paulista anunciou nesta quinta-feira (11) feriado de Corpus Christi, a elaboração de uma vacina para a Covid-19. O feito é uma parceria entre o Instituto Butantan e a empresa farmacêutica chinesa Sinovac.

A previsão é de que a distribuição em massa seja feita até o fim do primeiro semestre de 2021. Segundo o governador João Doria (PSDB) o estado corre não só para formalizar e distribuir a vacina, mas para ‘salvar vidas’.

De acordo com Dimas Covas, diretor do Instituto e membro do Comitê de Saúde do Estado a vacina paulista é uma das mais eficazes do mundo. “Ela já está na fase 3, pois as duas primeiras tiveram êxito, em até um mês começaremos os testes” pontou.

Diante disso, 9 mil voluntários serão recrutados em todo o Brasil para testagem da eficácia da vacina para o novo coronavírus. Ainda de acordo com Covas, pessoas que já tiveram contato com o vírus não serão vacinados. O perfil dos recrutados não foi divulgado.

Entretanto, o governo paulista afirma que a vacina não interfere no calendário do Plano São Paulo. A equipe de Doria não sabe dizer quando o estado entrará na fase azul. Ou seja, quando serão possíveis aberturas definitivas e sem restrições.

Apesar da parceria entre São Paulo e a China, depois de pronta e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a vacina deve ser produzida e distribuída para o todo o Brasil, pelo Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.

A logística dos testes, bem como a elaboração das imunizações devem custar aos cofres do estado de São Paulo cerca de R$ 85 milhões, provenientes do fundo do próprio Instituto Butantan, segundo o governo.