Vacina SP/China: Entenda o porque da interrupção dos testes da Coronavac

Foto: Governo do Estado de São Paulo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu os testes da Conovac ainda na noite desta segunda-feira (09). Durante toda esta terça-feira (10) a Agência e o Instituto Butantan expuseram à imprensa informações desencontradas sobre o caso.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela polícia civil de São Paulo, a causa da morte do voluntário que passou pelos testes e recebeu dose do imunizante, foi suicídio. A identidade dele não foi revelada até o momento.

Mais cedo, durante coletiva de imprensa o presidente do Istituto Butantan, Dimas Covas afirmou que a morte do homem de 33 anos não tinha relação com a vacina. Apesar disso, ele assim como a instituição, não divulgaram a causa do óbito por questão ética.

Antes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou as redes sociais para se manifestar sobre o ocorrido. Ele afirmou “Mais uma que Jair Bolsonaro ganha” em um comentário no Facebook em resposta a um seguidor:

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por sua vez, respondeu as afirmações também por meio de redes sociais, mas no Twitter, onde rebateu as críticas de Bolsonaro em tom apaziguador, ele disse que o único adversário é o vírus.

O presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres declarou em coletiva durante esta tarde que a decisão de paralisar os testes em humanos foi técnica. Segundo os diretores da Agência, os dados informados pelo Butatan são insuficientes e incompletos.

Apesar disso, o secretário estadual de saúde, Jean Gorinchteyn afirmou que o Instituto enviou os dados sobre o caso na última sexta-feira (06). Em entrevista à Rádio CBN, no início desta noite, Gorinchteyn afirmou que houve um evento adverso e não uma ação adversa.

Por essa razão, o Instituto não vê motivo para continuar com a suspensão dos testes da Coronavac. Apesar disso, a Anvisa mantém a decisão até o resultado da análise do documento emitido pelo Comitê Internacional Independente.

“O presente documento encontra-se neste momento sob análise do grupo interno da Anvisa. Este grupo acompanha e faz todas as análises do desenvolvimento de protocolos vacinais, sob a liderança da Gerência Geral de Medicamentos”, segundo publicação oficial no site da Anvisa.

Agora a noite, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski deu 48 horas para que a Anvisa se manifeste em definitivo sobre a continuidade dos testes. O Ministro pede ainda no despacho, esclarecimentos sobre o estágio da Coronavac e demais vacinas do coronavírus.

*Publicada às 19h23