Apesar da ressaca da crise do coronavírus, índice de confiança do brasileiro cresce

Foto: Rafaela Frutoso

Após seis meses de pandemia no Brasil mesmo com todas as medidas sociais impostas e que foram adotadas pelos cidadãos, o quadro atual não é nada animador. A começar pelo preço dos itens da cesta básica, e o “famigerado” preço do arroz, além de outros itens como óleo e feijão.

O aumento se dá por conta da alta do dólar, e por conta do mercado internacional, entre outros fatores. Tudo tem um pouco de razão, a alta do dólar deixa o produto mais caro, pois o preço para exportação se torna mais competitivo.

Mesmo assim, o dólar também já está alto há algum tempo e o preço desses alimentos vinha se mantendo. O mercado internacional também tem sua influencia, a China por exemplo, fez reservas do produto, defendeu sua produção interna e os preços para seus consumidores.

Essas medidas foram tomadas para como prevenção diante da volatilidade do preço, mas a verdade é que o Brasil mais uma vez, ‘dormiu’ enquanto o mundo se mexia. Nenhuma atitude foi tomada em defesa de nosso consumidor, como fez a China.

Ressaca da Crise

Outro ponto importante neste quadro pós pandemia é que apesar da volta do comércio e da abertura gradual da economia, os reflexos de meses de prejuízo estão visíveis nos centros comerciais das grandes cidades, cheios de placas de “aluga-se”, “ Passo o ponto”.

Essa é uma clara demonstração de muitas pessoas que perderam a renda por consequência do desemprego. Com isto, hoje se estima uma queda do PIB de aproximadamente 5%, retirando mais dinheiro de investimentos na economia, com uma possibilidade de agravamento no índice de desemprego.

Muito deste quadro, os comerciantes e provedores de serviços culpam a demora do auxílio prometido em forma de empréstimo aos setores produtivos, muitos declaram que nem acesso a estas linhas de crédito tiveram, principalmente micros e médios empresários, resultado: absoluta falta de liquidez no setor.

Mas para não deixar nos levar somente pelas más notícias, o índice de confiança (ICC), observado por pesquisas, demostra que a confiança do brasileiro tem aumentado para o próximo ano. Isso se dá pela expectativa do fim das restrições no convívio social e com a proximidade de uma vacina.

Apesar da atual conjuntura, o brasileiro acredita em “dar a volta por cima”, e esta força é a esperança que a população deposita em sua própria capacidade de se reinventar. Considerando a probabilidade de melhora na economia com a retomada gradual do comércio, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 2,4% no mesmo período.

Ainda, conforme a Fecomercio, dos itens que compõem o ICC, o Índice das Condições Econômicas Atuais sofreu baixa de 4,5%. Em contrapartida, o Índice de Expectativas do Consumidor (situação do consumo) aumentou 5%.

Fata olharmos para o governo e poder ver um pouco de estabilidade nas definições, e ações concretas, para mitigar o sofrimento da população, principalmente a de baixa renda, na luta para vencer este momento.