Imposto de Renda: saiba como declarar seu veículo

Foto: Eduardo Valente/ Framephoto

Quem precisa declarar imposto de renda pessoa física e possui veículos motorizados deve estar atento para não esquecer de informar estes valores

Para não ter problema com estes dados, o cidadão deve cessar a ficha “Bens e Direitos” do formulário e escolher o código “21 – Veículo automotor terrestre”. No campo “Discriminação”, o contribuinte deverá informar marca, modelo, ano de fabricação, placa ou registro, data e forma de aquisição do carro.

Caso o veículo tenha sido adquirido em 2020, o campo “Situação em 31/12/2019” deve ser deixado em branco, preenchendo apenas o espaço referente ao ano de 2020. Do contrário, o contribuinte deve repetir a informação declarada no ano anterior. “Este item diz respeito ao custo de aquisição do carro, e é importante frisar que o valor não muda com o passar do tempo”, explica o diretor executivo Richard Domingos, da Confirp Consultoria Contábil.

Venda do veículo

É importante frisar que diante do provável prejuízo na venda do veículo, a Receita não tributará o antigo proprietário do automóvel, mas registrará que ele se desfez do bem. Se o veículo não faz mais parte do patrimônio do declarante, o caminho é deixar o item “Situação em 31/12/2020” em branco, informando a venda no campo “Discriminação”, especificando inclusive o CNPJ ou CPF do comprador.

“Em caso de financiamento o correto é lançar os valores que foram efetivamente pagos como valor do carro no exercício de 2020, somados os valores pagos em anos anteriores. O contribuinte não precisará informar nenhum valor em “Dívidas e Ônus Reais”, mas apenas lançar o desembolso total, entre entrada e prestações, no campo “Situação em 31/12/2020”, detalhando no campo “Discriminação” que o veículo foi comprado com financiamento”, explica o diretor da Confirp.

Ainda segundo ele, não devem ser lançados na ficha em “Dívidas e Ônus em Reais” o saldo das dívidas referente a aquisições de bens em prestações ou financiados, nas quais o bem é dado como garantia do pagamento, tais como alienação do carro ao banco, financiamento de imóveis ou consórcio.

Consórcio

No caso de consórcio, o caminho certo é declarar todo o gasto com o consórcio feito no ano em “Bens e Direitos”, com o código “95 – Consórcio não contemplado”. No ano em que for premiado com o carro, o beneficiado deve deixar em branco o campo da situação no ano do exercício, e abrir um item novo sob o código “21 – Veículo automotor terrestre”. Um erro muito comum é lançar o consórcio como dívida e depois o carro como bem.

Para finalizar, Welinton Mota lembra que continua como opcional na DIRPF 2021 ano base 2020 a inclusão das informações complementares sobre veículos, aeronaves e embarcações. Os dados que o sistema pede são número do RENAVAM e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador. O diretor reforça que, mesmo não sendo obrigatório, é interessante inserir essas informações.