Aulas presenciais em escolas estaduais deve ser ampliada em agosto

Foto: Michel Wakin/Guarulhos Online

O distanciamento mínimo entre alunos passa a ser de 1 metro e não mais de 1,5 metro e cada escola vai se adequar a sua capacidade de espaço e número de alunos interessados em retornar

O Governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (16) por meio do Secretário da Educação, Rossieli Soares, o novo plano de ampliação da retomada das aulas presenciais da Educação Básica para o segundo semestre de 2021.

Nesta nova etapa, para calcular a porcentagem de alunos permitidos será levada em consideração a capacidade total de acolhimento das escolas e não mais o total de matrículas. Cada escola irá elaborar o seu plano de retorno mas a volta presencial não será obrigatória.

O governo acredita que com o avanço da vacinação contra a Covid-19 poderá ampliar o retorno às aulas presenciais de forma mais flexível. A rede diz que adquiriu três milhões de testes de Covid-19 destinados para profissionais da educação e estudantes.

Todos os demais protocolos de segurança para o combate ao coronavírus como uso correto de máscara, medição de temperatura, higienização constante das mãos e identificação e afastamento de casos suspeitos ou confirmados serão mantidos.

Os casos constatados devem ser notificados à Unidade Básica de Saúde (UBS) e registrados no sistema de monitoramento da Seduc-SP, o SIMED, e atualizado com o registro médico, além de se manter por 14 dias afastados das atividades presenciais.

Serviço essencial

O Governo de São Paulo já havia decretado a educação como um serviço essencial e com o novo plano de ampliação da retomada das aulas em agosto, a Secretaria da Educação (Seduc-SP) quer minimizar os efeitos causados pela pandemia.

Sem o ensino presencial, os impactos na aprendizagem também são grandes. Avaliação feita pela Seduc-SP e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) detectou uma estimativa de 11 anos para os alunos da rede estadual recuperarem a aprendizagem em Matemática.

Além disso, os impactos na saúde emocional dos estudantes podem ser potencializados. Um estudo feito pela Seduc-SP em parceria com o Instituto Ayrton Senna antes da pandemia já mostrava baixos índices na auto percepção dos alunos em aspectos emocionais que podem piorar depois de tanto tempo longe das salas de aula.

Em novembro, foram autorizadas as aulas regulares para Ensino Médio e Ensino de Jovens Adultos. Neste ano, na primeira semana de janeiro, estudantes puderam realizar a recuperação presencial e o ano letivo teve início em fevereiro.

Com o anúncio da fase emergencial, em março, as unidades de ensino permaneceram abertas, atendendo os mais vulneráveis. E agora, tem autorização para receber mais alunos em sala, mas com previsão de continuidade de aulas remotas online.