Professores eventuais passarão por processo seletivo online na retomada das aulas municipais

Foto: Márcio Lino - PMG/Secom

Professores eventuais da rede municipal de ensino, responsáveis pela atribuição de aulas na ausência de docentes efetivos passarão por um processo seletivo online. As longas filas na secretaria de educação serão substituídas por uma plataforma de seleção na internet.

As informações são preliminares, mas a previsão de cadastramento para esses profissionais deve acontecer antes da retomada das aulas nas escolas públicas do município, com previsão em agosto.

A nova regra valerá para professores que já atuavam como educadores eventuais na prefeitura e também para os que desejarem se cadastrar. Para tanto, será necessário atender os critérios estabelecidos pela Secretaria de Educação, ainda não detalhados.

De acordo com Marcelo Colonato, Pedagogo e membro da comissão de professores eventuais formada para discutir a situação da categoria diante da Secretaria, os contratos atuais não poderiam ser renovados por não terem condições jurídicas.

Na prática, significa dizer que entre as cláusulas de prestação de serviço nos contratos, não é permitido postergá-los além de 1 ano. Essa condição geraria vínculo empregatício. A maioria desses contratos de trabalho terminam neste mês de junho.

A suspensão das aulas e o fechamento das escolas em março prejudicaram a categoria, que só recebe conforme a quantidade de vezes que entra em sala de aula. Durante a pandemia, as profissionais, maioria mulher, ficou sem trabalho e sem salário.

Sem nenhum tipo de assistencialismo por parte da gestão municipal, um levante propôs levar as pautas emergenciais à Secretaria de Educação. Entre elas, ajuda de custo com transporte e acesso a cursos online feitos por professores efetivos, entre outras reivindicações não previstas nos contratos atuais.

Segundo Colonato mesmo diante das mudanças, ele considera uma vitória a mediação das reivindicações “A categoria mesmo sendo de prestadores de serviço é essencial ao pleno funcionamento do ensino nas escolas municipais”, salientou.

“Muitas de nós, depende desse salário para sobreviver e sustentar nossos filhos. E a demora na seleção atrasa ainda mais nosso retorno à sala de aula”, conforme declarou uma pedagoga, que atua como educadora eventual na rede municipal desde 2019, e preferiu não se identificar.

De acordo ela, a expectativa é de que o novo processo de credenciamento seja mais rápido e menos burocrático. Segundo seu relato, da primeira vez que se cadastrou foram 4 idas à secretaria para entrega de dezenas de documentos em papel.