Apesar de tráfego intenso, rodovias paulistas registram queda de mortes e de acidentes no feriado

Foto: Daniel Sobral/Futura Press

Mesmo com o registro de tráfego intenso nas rodovias paulistas, o Governo de SP contabilizou menos mortes (-7,4%) e menos acidentes (-15,4%) durante o feriado prolongado de 7 de setembro na comparação com ano passado.

Neste ano, DER e Artesp registraram 25 mortes nas estradas, ante 27 no ano passado, e 757 acidentes, contra 895 em 2019. Somente nas rodovias administradas pelo DER, houve redução de 13,7% no total de acidentes e 53,8% no número de vítimas fatais.

A comparação abrange 5 dias entre 3 e 7 de setembro deste ano e 5 e 9 do mesmo mês de 2019, quando o feriado caiu num sábado – mesmo com o feriado prolongado agora, houve menos mortes e acidentes.

Movimentação nas estradas

Passaram pelas rodovias 6,786 milhões de veículos neste ano ante 6,761 milhões de 2019, de acordo com os dados coletados pela Secretaria Estadual de Logística e Transportes (SLT), por meio do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e Polícia Rodoviária Estadual.

O aumento mais expressivo, dentre as rodovias administradas pelo DER, se deu na Mogi-Bertioga com 71,6% de veículos a mais do que em 2019.

No sistema de rodovias que integram o Programa de Concessões Paulista houve redução de 3,2% no fluxo de veículos no período de 3 a 7 de setembro deste ano em comparação entre 5 a 9 de setembro de 2019.

No Sistema Anhanguera-Bandeirantes, passaram 2.043 milhões de veículos de 3 a 7 de setembro nas praças de pedágio próximas à capital, resultando em redução de 12,1% dos veículos em ambos os sentidos neste feriado quando comparado ao período de 5 a 9 de setembro de 2019.

Na rodovia Castello Branco (SP 280), principal eixo de ligação para a região Oeste do Estado, de 3 a 7 de setembro passaram aproximadamente 1.596 milhão de veículos nas praças de pedágio de Itu e Itupeva – redução de 11,3 % no fluxo de veículos em ambos os sentidos, quando comparado ao período de 5 a 9 de setembro passado.

No Sistema Anchieta-Imigrantes, que dá acesso às praias do litoral sul e à Baixada Santista, um volume total de 634 mil veículos leves e pesados trafegaram no sistema de 3 a 7 de setembro deste ano – aumento de 20,7% em relação ao período de 5 a 9 de setembro de 2019.

Para a concessão da Ecopistas, que administra as rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, houve a passagem de aproximadamente 1.053 milhão de  veículos de 3 a 7 de setembro nas praças de pedágio do sistema – aumento de 6,1% quando comparado ao período de 5 a 9 de setembro do ano passado.

Na Rodovia dos Tamoios, ligação com o litoral norte, houve um registro de 315 mil veículos nas praças de pedágio em ambos os sentidos de 3 a 7 de setembro – aumento de 67,4% em relação a 5 a 9 de setembro de 2019.

Outras rodovias

– Rodovia Rio-Santos (SP 055), litoral norte: aumento de 53,4 % (de 117.758 veículos para 180.650)
– Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP 055), litoral sul: aumento 26,3% (244.809 veículos para  310.736)
– Mogi-Bertioga (SP 088): aumento de 71,6 % (62.706 veículos para 107.581)
 – Rodovia Oswaldo Cruz (SP 125): aumento de 19,1 % (de 45.171 veículos para 53.784)
 – Raposo Tavares (SP 270): aumento de 2,9% (de 393.927 veículos para 405.269)
– Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro: aumento de 31,4% (de 65.608 veículos para 86.181)

Travessias

A movimentação foi intensa também nas Travessias Litorâneas do Estado de São Paulo no período de 04/09 a 07/09. O trecho São Sebastião/Ilhabela transportou 5.429 veículos neste feriado – 10% maior em relação ao feriado de 7 de setembro de 2019, quando passaram 4.926 usuários.

O mesmo comportamento foi registrado na travessia Santos/Guarujá, quando 20.455 veículos usaram as embarcações. Em comparação com o mesmo feriado do ano passado teve uma leve alta de 6%, quando transportou 19. 196 veículos.

Apesar do fluxo intenso, as travessias São Sebastião/Ilhabela e Santos/Guarujá não registraram tempos elevados na espera para embarque, fato que se tornou constante desde o ano passado, após o início da nova gestão da SLT em 2019.