Em seis meses de pandemia no Brasil, SP dobra leitos de UTI por causa da Covid-19

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Segundo balanço do Governo do Estado de São Paulo divulgado hoje durante a 115ª coletiva de imprensa, o estado tinha 3.500 leitos de UTI, antes da pandemia de Covid-19. Após, seis meses de enfrentamento do coronavírus, o número passou para 8.160 leitos em operação.

Hoje São Paulo conta com 3.019 respiradores distribuídos em várias regiões do estado que foi o mais atingido pela doença no país. Apesar de ainda estar em vigor uma quarentena no território paulista, o governo readaptou-a diante da retomada econômica.

O Plano São Paulo instaurou o que o governo de SP passou a chamar de quarentena inteligente, que na prática significou reativar os setores estratégicos de consumo para driblar a crise provocada pela pandemia em São Paulo.

Após dividir as regiões paulistas e estipular metas de atendimento e assistência em saúde para os municípios, o estado permitiu que as cidades avançassem com seus planos de reabertura. As decisões de reabrir comércio e serviços antes do pico da pandemia foram criticadas.

Com cada vez mais pessoas nas ruas, o estado enfrenta notificações de reinfecção por Covid-19, ou seja, pessoas que já contraíram o vírus, foram diagnosticados novamente com a doença. Mas, o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19/SP, José Medina se manifestou a respeito.

Ele afirmou que os pacientes estão sendo acompanhados no estado e não há gravidade, a princípio com uma nova onda de reinfecções. A FioCruz já identificou diversos tipos de coronavírus segundo Medina, que tranquilizou a respeito do tema.

Vacina

Nesta quarta-feira (26) O Secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, foram à Brasília para reunião com o Ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello. Na ocasião apresentam o projeto da Coronavac, vacina chinesa em fase final de testes no Instituto Butantan.

Segundo o Governador João Doria (PSDB) 60 milhões de doses da vacina chinesa serão fornecidas através do financiamento do estado, mas a tentativa de proximidade com o Ministério da Saúde deve garantir a ampliação da capacidade de testagem por meio de recursos do governo federal.