Familiares de pessoas desaparecidas podem doar material genético para banco de dados

Foto: RF._.studio/ Pexels

As informações foram anunciadas pela polícia científica de São Paulo que esclareceu que o material será utilizado para identificação do parente desaparecido

A Polícia Científica de São Paulo inicia nesta sexta-feira (11) o sistema de agendamento para coleta de perfis genéticos de familiares de pessoas desaparecida. A medida adequasse à Lei 13.812/19, que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e também cria o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas.

Tais medidas compõem informações públicas e sigilosas para fins da identificação de pessoas desaparecidas. O cadastro será composto de informações públicas, de livre acesso por meio da internet e banco de informações sigilosas destinado aos órgãos de segurança pública.

O banco de informações sobre dados genéticos e não genéticos das pessoas desaparecidas e de seus familiares também ficarão sob poder da SSP. A coleta de material genético é voluntária, indolor e precedida da assinatura de um Termo de Consentimento.

Ela consiste no simples esfregaço da bochecha com um cotonete. O perfil genético obtido não será utilizado para nenhum outro fim, além da identificação do parente desaparecido.

Também está prevista na Lei a elaboração de um relatório anual com as estatísticas acerca dos desaparecimentos, em que deverão constar número total de pessoas desaparecidas; número de crianças e adolescentes desaparecidos; quantidade de casos solucionados e causas dos desaparecimentos solucionados.

Por que devo doar?
A coleta do material genético permite, de forma mais ágil, o cruzamento com as pessoas encontradas.

Quem pode doar?
Dois familiares em primeiro grau da pessoa desaparecida, seguindo a ordem de preferência: pai e mãe; filhos e o genitor do filho da pessoa desaparecida; irmãos. (no caso de filhos e irmãos, quantos forem possíveis.)

Onde fazer a coleta:
Parentes de pessoas desaparecidas deverão procurar o local indicado por cada uma das Secretarias de Segurança Pública, nas 27 unidades da Federação, onde fornecerão seus dados e seu DNA.

Doou o seu DNA para a busca de uma pessoa desaparecida?  Próximos passos:

Cadastro de Perfil Genético:
Os peritos irão analisar a amostra coletada para realizar o cadastro do seu perfil genético no banco de dados.

Cruzamento de dados:
Com a amostra cadastrada, será realizado o cruzamento com os dados do banco, que é atualizado diariamente com perfil genéticos de pessoas vivas desconhecidas e de pessoas falecidas não identificadas.

Resultado:
– Os peritos irão analisar o cruzamento de dados para saber a relação da amostra coletada com o banco de dados;
– Caso seja identificado um possível parentesco com os dados de alguma pessoa encontrada viva ou falecida, os peritos informarão à Delegacia ou ao Instituto Médico-Legal – IML.

Contato:
– No caso do resultado positivo para uma pessoa viva, a família será informada sobre a localização da pessoa.
– No caso do resultado positivo para alguém falecido, o IML entrará em contato para realizar os procedimentos legais.

Em caso de dúvidas entre em contato:
[email protected]

Faça o agendamento através do link:
http://www.policiacientifica.sp.gov.br/informacoes-agendamento/