Mais de 350 mil serão vacinados no Alto Tietê que articula aplicação da Coronavac entre janeiro e março

Foto: Vincent Kalut/Getty Images

Secretários de saúde discutem estratégias para campanha na região, com mais de 350 mil idosos estão nos grupos prioritários

Com a perspectiva da maior campanha de imunização da história, as prefeituras do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê se preparam para atender a população na vacinação contra a Covid-19 a partir do próximo mês.

Conforme calendário do Governo do Estado as primeiras etapas são para grupos prioritários, e estão previstas para o período de 25 de janeiro a 28 de março. Na estimativa preliminar, mais de 350 mil pessoas idosas deverão ser imunizadas na região.

O CONDEMAT afirma que solicitou a regional do Grupo de Vigilância Epidemiológica Estadual a  população de indígenas, quilombolas e trabalhadores da saúde que deverá ser vacinada nas cidades do Alto Tietê.

“Essas informações são fundamentais para determinar a quantidade de doses que cada cidade deverá receber. Já estamos pleiteando, também, o envio de 20% a mais de doses para suprir as eventuais perdas”, explicou Adriana Martins, coordenadora da Câmara Técnica de Saúde.

Uma das preocupações dos secretários de saúde é o recebimento da vacina em quantidade suficiente para assegurar a aplicação das duas doses em cada indivíduo, com intervalo máximo de 21 dias para assegurar a eficácia da imunização.

“Há várias informações essenciais para os municípios que ainda aguardam respostas do Estado, como a quantidade de vacina a ser recebida e se elas serão enviadas de uma única vez ou de forma escalonada. Isso é fundamental até por conta da capacidade de armazenamento das prefeituras”, ressaltou a coordenadora.

Mesmo com a autonomia dos municípios, uma das propostas da Câmara Técnica de Saúde é a padronização dos horários de vacinação nas cidades, as quais seriam divididas em três blocos proporcionais ao porte populacional (pequeno, médio e grande).

Também foram levantadas outras preocupações como o atendimento da população de outras cidades e capacidade de armazenamento dos insumos, de equipamentos refrigerados para as vacinas e de equipes de recursos humanos.

“As prefeituras já possuem expertise em campanhas de vacinação em massa, porém, essa é diferenciada e estamos nos preparando com as informações disponíveis. Aguardamos o quanto antes as orientações do Estado para finalizar as estratégias no âmbito regional”, concluiu a coordenadora Adriana.