Trabalhadores do Metrô entram em greve no dia 20 de abril

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Com 22 óbitos registrados e 485 funcionários afastados por suspeita de Covid-19, Sindicato dos Metroviários reivindica vacinação da categoria

Em assembleia realizada de forma online pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na terça-feira (06), os trabalhadores do Metrô decretaram greve sanitária para o dia 20 de abril. De acordo com Sindicato, a principal reivindicação é a inclusão dos metroviários e demais trabalhadores do transporte público no grupo prioritário de vacinação.

A categoria afirma que apresentou um Plano de Emergência ao Governo do Estado, mas não foi atendida. “O governo Doria e a direção do Metrô ignoraram o Plano de Emergência apresentado pelo Sindicato e não vacinaram os metroviários, embora sejam trabalhadores essenciais”, diz nota.

Participaram da assembleia metroviários de todas as linhas, inclusive os funcionários da ViaMobilidade e ViaQuatro. Dos 1.023 votantes, 661 decidiram pela greve. Além do Plano de Emergência, os funcionários também reivindicam que os governos implementem o lockdown e aumento no valor do auxílio emergencial.

Na sexta-feira (14), os metroviários participarão do Dia de Luto e de Luta. Assim, em manifestação, trabalharão sem uniforme, com roupas pretas e com adesivos.

Casos e óbitos

De acordo com o último boletim publicado pelo Sindicato dos Metroviários, na quarta-feira (07), a categoria teve o total de 661 casos confirmados de Covid-19. Destes, 392 são funcionários da Metrô Estatal, os outros 269 são trabalhadores da ViaQuatro e ViaMobilidade.

Ainda segundo o boletim, 205 funcionários da Metrô e 280 funcionários da ViaQuatro e ViaMobilidade estão afastados por suspeita da doença. Até a mesma data, a categoria registrou 22 óbitos. O Sindicato informa que os dados da linha 1, 2, 3 e 15 estão subnotificados por falta de dados oficiais do Metrô.