GO Entrevista: Associação Cultural Rock Guarulhos

0
4

Nesta semana o GO Entrevista traz uma exclusiva com a Associação Cultural do Rock, que nasceu da necessidade de fomentar o rock proveniente de Guarulhos e para que permaneça ativo entre seus simpatizantes. A associação conta com que tem o rock não só como um gênero musical mas, como um estilo de vida. A atual presidente Rute Barbosa falou com nossa equipe, confira:

GO: Como surgiu a associação e como tem sido os últimos anos?

“A ACRG surgiu em 2016, quando um grupo de amigos de adolescência estavam reunidos para comemorar o Dia Internacional do Rock. No início, o intuito era apenas confraternizar, mas, hoje somos uma associação com registro e toda a formalidade do gênero (estatuto, regimento interno, regras para associados, etc.)”. 

GO: Quem integra a ACRG?

“Somos homens, mulheres, músicos, fãs, entusiastas, amantes desse estilo, dispostos a mudar o cenário da cidade e que tem o rock não apenas como um gênero musical, mas sim como um estilo de vida.” 

GO: Quantos membros há na associação? 

“Entre sócios e simpatizantes, temos um número de quase 300 pessoas envolvidas com a ACRG.” 

GO: Quantas bandas de rock existem na cidade? 

“Existe um número incontável de bandas de diferentes estilos dentro do gênero rock, seria irresponsabilidade fazer uma afirmação nesse sentido.”   

GO: Como se associar? Qualquer pessoa pode? 

“Qualquer pessoa pode se associar. Para isso, basta acessar o site e clicar no link “cadastro”.”

GO: Como e de onde partiu a ideia de lançar uma associação de rock na cidade? 

“A ideia de lançar uma associação voltada para o rock surgiu da necessidade de fomentar, recriar e fazer com que o rock permaneça ativo, unido e forte entre os músicos, ou simples ouvintes e amantes do estilo.”

GO: Por que Guarulhos merecia ter uma associação nesse sentido? 

“Guarulhos precisava de uma associação de rock porque é muito mais fácil divulgar as iniciativas do gênero quando isso é feito de forma coletiva. Há muitos roqueiros na cidade, e nada mais justo que a gente unisse forças para potencializar os artistas e entreter os fãs.”  

GO: Como vocês avaliam a produção do Rock independente com bandas locais? 

O Diretor de Eventos da ACRG , Ayka respondeu: “Há muitas bandas investindo em sua carreira, elaborando ótimos álbuns e videoclipes excelentes. Todos tentam alcançar uma forma de expressão e de consolidação desse trabalho, seja tocando em bares da cidade e outras regiões, e também mandando material para fora.”

GO: Desenhe esse cenário em que as bandas tem percorrido?

“Algumas tem realizado turnês em países da América Latina e Europa, tem ganhado espaços em mídias alternativas e independentes, mas também em espaços como o Musikaos, do Gastão Moreira e no Programa Autoral Brasil, da Kiss FM. De alguma forma, seja em apresentações nas ruas das cidades ou em festivais com grande concentração de pessoas, as bandas de Guarulhos têm sido vistas e notadas cada vez mais, justamente por esse trabalho de qualidade ao qual se dedicam.”

GO: Quais as questões que mais incomodam quem realiza um trabalho independente e autoral?

“Apesar de tudo isso, as bandas se sentem bastante incomodadas, não somente em Guarulhos, pelo fato dos fãs gastarem grandes fortunas para comprar ingressos de bandas internacionais, deixando de prestigiar bandas nacionais com trabalho excelente.”  

GO: Há alguma banda em destaque nesse cenário que chegou a nível nacional? 

O Diretor de eventos da ACRG , Ayka respondeu: “ Em 2005, a banda guarulhense de New Metal Chipset Zero foi convidada para abrir show da turnê brasileira do Slipknot no Anhembi, em São Paulo. Na ocasião, eles tocaram ao lado de bandas como Korzus e Sepultura. Com isso, a banda alcançou uma posição de bastante destaque no cenário nacional.”

GO: Como vocês se mantêm? Quais são as dificuldades? 

“A ACRG é mantida pela força e engajamento de pessoas que acreditam na cena independente da cidade. Cada um colabora com o que pode, com os conhecimentos que trazem de seu cotidiano. ‘Plagiando’ a banda de punk rock Ramones, acreditamos e vivemos de um milagre, vencemos a primeira etapa de elaboração de um estatuto para reger nossas ações e o alcance de um CNPJ que, a longo prazo, pode nos aproximar de pessoas e empresas dispostas a patrocinar o cenário independente local por meio das ações da ACRG.”

GO: Vocês são fortes nas redes sociais, como é o dia a dia ?

“A força da ACRG nas redes sociais é bastante orgânica e se dá por meio do engajamento de colaboradores da área de comunicação para escrever posts, resenhas, matérias, entre outros, com o intuito de movimentar informações ligadas ao universo do rock.  Apesar de bastante reduzida, temos uma equipe muito comprometida.”

GO: Como acontecem as parcerias? Vocês recebem patrocínios, tem apoio de órgãos? Quais? 

“A ACRG conta com parceiros valiosos, que nos apoiam na realização dos eventos na cidade, como a Borne Amplificadores, The Beer Factory, o Programa Autoral Brasil da Kiss FM, as Web Rádios Stay Rock Brazil e Black Sampa, o Falcões Moto Clube, e mais recentemente, o programa Reverbera Music, que fará a cobertura do CarnaRock 2020, e veiculação do conteúdo nas redes sociais. Estamos em contato com o Sesc Guarulhos, que já fez o mapeamento de nossas atividades. A Prefeitura de Guarulhos também nos apoia em nossas ações, oferecendo infraestrutura e espaço para a realização dos eventos.”

GO: Quanto aos shows e eventos, como surgiu a iniciativa do CarnaRock? 

“A ideia de fazer um evento de rock em pleno carnaval surgiu em 2017 e logo foi batizada de “CarnaRock”. Já há alguns meses reunidos, pensamos na organização de um evento em que as bandas pudessem apresentar seu trabalho autoral, uma forma alternativa de entreter as pessoas que não gostam de carnaval. A iniciativa acontece também em outras cidades, o diferencial em Guarulhos é o espaço oferecido a bandas da cidade, que se dedicam a criar seu próprio material. Contudo, em seus eventos, a ACRG também abre espaço para que grupos e bandas que fazem tributos.”