A gravidez e suas fases de transição

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Você já parou para pensar quantas fases de mudanças uma mulher está sujeita a passar no período gestacional? Compreender que essa mulher não será a mesma de antes e nem a mesma que durante a gestação, já é delicado para outras pessoas próximas, mas imagine para si mesma?

Mudanças biopsicossociais, em alguns casos, alterações da maneira de olhar para o mundo, preferências, prioridades, cabelo, pêlos, corpo físico, libido, entre outras questões que estarão ligadas às particularidades da mesma e suas subjetividades.

Algumas mulheres irão lidar de maneira tranquila em relação às mudanças corporais, como por exemplo, aumento de mamas e barriga, já outras não tão bem, podendo associar o aumento de peso (resultado natural da gestação), como apenas gordura.

Afetando assim, seu interesse e disposição para uma alimentação esperada no período, impactando em sua saúde e na de seu bebê, podendo ocasionar diagnósticos mais delicados dentro da gestação.

Alterações psíquicas também são percebidas, decorrente a mudanças de papéis (de ser filha para ser mãe), responsabilidades, excesso sobre as expectativas sociais em cima dessa mulher, uma gravidez não planejada ou não desejada, também contribuem para casos de adoecimento psíquico.

Podemos ressaltar outros impactos para essa gestante, como por exemplo, no ambiente corporativo ou social, onde essa mulher sofra alguma desaprovação.

Aqui estamos falando de mulheres de todas as idades, ou seja, um grupo comumente com uma desaprovação alta da sociedade, seriam gestantes jovens/adolescentes ou acima dos 40 anos, solteiras, ainda no período escolar, em início de carreira ou sem uma profissão estável, entre outras características.

Essa mulher também perde nesse período, um pouco de sua privacidade, tendo ao seu redor maiores probabilidades de palpites do que fazer ou não, do que vestir ou não, deixando de ser vista como mulher e passando a ser vista como barriga.

Um exemplo que podemos dar, é que uma gestante em seu aniversário provavelmente receba presentes para seu bebê. Exercer um maior acolhimento à essa mulher, dando a ela voz sobre os seus sentimentos e vontades, ouvi-la, não julgá-la, já é uma grande contribuição de nós, como sociedade e rede de apoio.

Ações como estas podem evitar possíveis transtornos psíquicos, durante e após o período gestacional.

Daniele Barros é Mãe, Psicóloga Clínica, Graduada em Gestão de Pessoas e Pós Graduada em Marketing pela Business School São Paulo. Possui ainda, formação em Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa e Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online.