Em frente à prefeitura, grupo protesta contra fim da Proguaru nesta terça (26)

Foto: Michel Wakin/Guarulhos Online

Trabalhadores e membros de sindicatos da cidade se reuniram na tarde desta terça-feira (26) em frente ao Paço Municipal, no Bom Clima, para protestar contra o fechamento da Proguaru. Cerca de 200 pessoas se reuniram por volta das 17h, e bloquearam parte da Av. Bom Clima.

Segundo Raul Nascimento, líder da Comissão de Trabalhadores em Defesa da Proguaru, o grupo já reuniu 15 mil assinaturas em um abaixo-assinado contra o projeto. “A ideia é coletar nomes nos bairros e mobilizar a população em defesa da empresa”, anunciou.

Foto: Michel Wakin/Guarulhos Online

De acordo com Pedro Zanotti, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Guarulhos (STAP), as negociações com autoridades municipais devem durar até o fim deste ano, o sindicato vai reivindicar acesso a real situação da empresa.

“Não houve nada oficial quanto ao Plano de Demissão Voluntária, apenas uma fala solta do prefeito, todos serão prejudicados, servidores e comissionados”, sinalizou. “Não há números, nós não temos acesso a esses dados, quanto é gasto e pago pelos serviços”, completou.

Zanotti apontou ainda, que vai protocolar essa semana uma reunião com Guti (PSD) para tratar da reversão da proposta. O sindicalista disse ter apresentado questionamentos quanto ao projeto proposto pela prefeitura ao Presidente da Câmara, Miguel Martello (PDT).

Foto: Michel Wakin/Guarulhos Online

No fim do ano passado, a equipe de Guti levou à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê a extinção da Proguaru. A empresa que presta serviços de zeladoria à cidade conta hoje com pouco mais de 4 mil trabalhadores, que devem perder seus postos de trabalho.

A administração municipal defende que a empresa gera prejuízo aos cofres públicos, ao custo de R$ 450 milhões por ano e que não sobrevive até 2022. No início de fevereiro, com o retorno das sessões na Câmara, o projeto deverá ser rediscutido.

A oposição aponta que a atual gestão e seus aliados aparelharam a empresa com a criação de cargos comissionados, que em tese, recebem salários maiores que os servidores. Em média, funções de zeladoria e limpeza tem salários em torno de R$ 1.200 mês.

Foto: Michel Wakin/Guarulhos Online

*Atualizado às 19h58 de 26/01