Luisa Mell vem a Guarulhos e Guti escolhe por veto de PL da charrete

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A alteração no Código de Defesa Animal foi proposta por Edmilson Souza (PSOL) e aprovada pela Câmara de Guarulhos

Uma mudança no artigo 60 do Código de Proteção Animal proposto pelo vereador Edmilson Souza (PSOL) e aprovado pela Câmara de Guarulhos, trouxe a ativista Luisa Mell a Guarulhos nesta terça-feira (27).

A matéria trata do uso de veículos de tração animal (charretes) para passeio. Mas, a ativista conhecida como defensora da causa animal se manifestou em suas redes sociais sobre o caso de Guarulhos. Na publicação, Mell se posiciona de forma contrária ao PL e pediu que a população da cidade pressionasse as autoridades.

No Instagram, ela comemorou a sinalização de veto do executivo municipal à lei e afirmou que espera poder realizar novas parcerias com o município. Já o Prefeito Gustavo Henric Costa (PSD) publicou “O projeto, aprovado pela Câmara, permitiria charretes puxadas por cavalos na cidade. Reafirmo aqui que não iremos sancioná-lo.”

Entenda o PL da charrete

Após o veto, o texto retorna à Câmara de Vereadores, entretanto o vereador Edmilson Souza esclareceu que não há a PL não se trata de alteração. Ao contrário, o texto continua a não permitir maus tratos aos animais, nem transporte de mercadorias.

Ao Guarulhos Online, Edmilson Souza afirmou que as charretes não vão substituir qualquer outro tipo de transporte na cidade. O vereador esclareceu que o uso para passeio já é realidade em Guarulhos, em regiões como Taboão, Bonsucesso e Água Azul.

Segundo o parlamentar, o PL vai apenas incluir ou seja, regularizar na lei, o que já existe no município que conta com pelo menos 20 ranchos e centenas de pessoas que possuem cavalos. O Código de Defesa Animal foi aprovado no ano passado no período pré-eleitoral e Edmilson apontou que está propondo adequações a lei existente.

Em suas redes sociais, ele criticou o Departamento de Proteção (Depan), órgão da Prefeitura de Guarulhos que quando recolhe animais os mantém em espaço sem nenhum tipo de dignidade, inclusive por dias sem alimentação, pois alegam não terem recursos.

“A alteração tratou de dar garantia legal aos munícipes para que não fossem obrigados a tomar medidas extremas. Na alteração da proposta reafirmamos que não poderia ser utilizado a presente lei para utilização de charretes para uso de transporte que acarretem qualquer tipo de maus tratos aos animais,” reiterou.

Nas redes sociais, além das inúmeras acusações a respeito da proposta, críticas e ataques a Edmilson, há também um abaixo-assinado que pede o veto do prefeito a matéria e conta com pouco mais de 1.200 assinaturas.