Cinco conselhos para ficar longe da ‘Síndrome de Burnout’

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A pandemia trouxe transtornos emocionais que podem ser minimizados

Com a pandemia, o número de pessoas que apresentaram a Síndrome de Burnout vem aumentando. O transtorno emocional gera exaustão, esgotamento físico e alto estresse causado por situações de trabalho desgastantes.

Por isso, é comum escutarmos histórias próximas e frequentes de pessoas que “piraram” durante a pandemia, seja pelo isolamento ou pela falta de atividades de lazer. E ainda, pelos números assustadores da Covid-19 ou pelo novo formato de trabalho.

Comprovando a observação com dados, um estudo realizado pela empresa de pesquisas Harris sobre o assunto concluiu que 44% dos brasileiros entrevistados relataram uma sensação de Burnout no atual momento.

O Brasil foi o primeiro país da lista do levantamento que contou com a participação de mais sete países, entre eles, Estados Unidos, Austrália, Índia e Singapura.


O adoecimento das pessoas neste momento não é a toa! Vivenciamos a maior crise de saúde e econômica global dos últimos 100 anos e uma crise histórica de identidade e presença”, explica Maurício Patrocinio, diretor da NewAge Brasil e especialista em relacionamentos. “A solução está no encontro do equilíbrio entre o trabalho e a felicidade. Conquista que pode ser feita por meio do autoconhecimento e de atitudes diárias que vão ajudar as pessoas a desconectarem e a conectarem nos momentos certos. O trabalho, apesar de necessário, é apenas uma parte da vida, que tem um sentido muito maior do que damos para ela normalmente”.

Para ajudar nesse encontro do equilíbrio entre o trabalho e o lazer para, enfim, alcançar a felicidade e uma vida mais saudável, Maurício listou cinco conselhos indispensáveis que colocou em prática em sua vida obtendo grandes resultados.

Se obrigue a parar

Antes do distanciamento social, os estresses acumulados ao longo do dia de trabalho eram aliviados com os happy hours ou até mesmo durante o tempo que se perdia no trânsito ou em transportes públicos. As pessoas eram obrigadas a parar.

Já neste momento, no qual se pode apenas sair de casa para comprar comida ou remédios, sem uma distração obrigatória ou casual, os profissionais foram chamados para a responsabilidade de ter disciplina e de estar mais presentes. Consequência disso? Um monte de gente pirando.

“Não é apenas o Burnout que está apresentando aumento. Se nos dermos conta do número de depressivos durante esse período, do número de separações, entre tantos outros resultados, podemos notar índices cada vez mais altos. Por isso, se obrigue a parar em alguns momentos para relaxar o corpo, aliviar o estresse e descansar a mente” explica Maurício.

Aprenda que sucesso não é sinônimo de sofrimento

Não é raro escutar de colegas próximos e também falar com orgulho que não se tira férias há um longo tempo, e o pior, vermos pessoas se sentindo culpadas pelo tempo de descanso que é de direito de todo trabalhador.

Isso acontece porque, para a maioria das pessoas, o sucesso só deve ser comemorado e visto com prestígio quando é conquistado pelo sofrimento do esforço excessivo gasto em determinada função.

“Por quaisquer que sejam as razões históricas, em minha opinião, nós temos uma síndrome complexa quando se trata da relação que temos com o trabalho. Parece que temos que sofrer para ter sucesso e que o sucesso sem dor não tem valor e que, em geral, nomeamos de sorte. Compreenda que a qualidade do seu trabalho também está presente nos momentos tranquilos que são adquiridos com o tempo de experiência no ramo”.

Se liberte do medo

Muitas vezes, o resultado de um excelente trabalho é feito por medo de perder o emprego, pela necessidade de provar valor ou até pela necessidade de ser o melhor simplesmente por ter que ser o melhor.

Isso faz com que se construa um projeto de vida que é, em geral, apenas focado no profissional ou quando muito aliando o profissional intenso e estressante com prazeres que aliviam as suas consequências.

“Isso mostra o quanto não nos preocuparmos com nossa qualidade de vida, deixando a vida levar, sem olhar para os que tanto amamos e, de repente, podemos perder tanto porque não cuidamos e aproveitamos os momentos. Passamos a vida e o tempo distraídos em um ciclo vicioso de infelicidade e em busca de prazeres”, observa o autor do livro “Por que as pessoas não são felizes”.

Invista no autoconhecimento e em planejamento  

Apesar dos resultados negativos, a pandemia trouxe tempo para as pessoas se conhecerem melhor e aproveitarem a própria companhia. A consciência do autoconhecimento quando aliada a um projeto de vida, também consciente e planejado, pode ajudar a entender que não é trabalhar demais ou curtir a vida demais, são os dois em medidas corretas.

“Devemos pensar no nosso plano de vida como pensaríamos em um plano de negócios para a empresa que trabalhamos, dirigimos ou possuímos, ou seja, com o valor que ele realmente merece. Gastamos tanto tempo planejando para nossos trabalhos, mas tão pouco para planejarmos nossas vidas nas quais o trabalho faz parte”.

Fuja da epidemia empresarial

Existem pressões cada vez maiores nas empresas, seja pela obtenção de maior produtividade, menores custos, maiores lucros, maiores valores das ações das empresas e entre tantas outras razões. Porém, outra questão muito importante é a relação que cada pessoa tem com tudo isso. Em especial, os brasileiros e os latino-americanos.

“Tudo vem da síndrome complexa que faz acreditarmos que o trabalho é o centro de nossas vidas. Seja como funcionário ou como chefia, tente quebrar o ciclo vicioso fazendo com que as pessoas ao redor também não sejam infectadas e conquistando um ambiente mais leve e menos parecido com uma panela de pressão prestes a explodir sem qualquer aviso” finaliza o diretor geral da NewAge.