Como a destruição da natureza pode expor o ser humano a novas doenças e epidemias no mundo

Foto: Min An/Pexels

Especialistas apontam a importância de preservar o ecossistema para reduzir as chances de contato com males ainda desconhecidos

A covid-19 já matou mais de 200 mil pessoas no Brasil. Diante da situação, ecologistas defendem que vírus como estes podem ser evitados, se a população tiver mais conscientização ambiental.

De acordo com o fundador e presidente da ONG Save Cerrado, Paulo Bellonia, quando o homem destrói uma floresta para abrir terras, constrói barragens ou elimina a biodiversidade de forma desenfreada, acaba desencadeando problemas que podem afetá-lo diretamente.

“estamos entrando mais em contato com patógenos de animais silvestres quando alteramos seu habitat, em um contexto pior para nós: a densidade populacional dos seres humanos é muito mais alta, e estamos muito mais conectados, o que favorece o espalhamento da doença.”, explica Bellonia.

As mudanças climáticas, causadas pelo desmatamento humano, também exercem seu papel no surgimento de novas doenças, segundo cientistas. “Há outras maneiras pelas quais nossas atividades humanas podem facilitar o surgimento ou transmissão de doenças, é o caso do desmatamento, isso não pode ser ignorado”, alerta o fundador da SaveCerrado.

Como contribuir com a preservação

Agora que todas as nações estão sofrendo os impactos causados por um único vírus, Paulo acredita que muitas pessoas estão abrindo suas mentes e enxergando além de sua própria rotina nas cidades.

“Defender o equilíbrio do ecossistema é preservar a saúde e o bem-estar humano. Tudo está inserido dentro de um ciclo importante”, alerta. Por isso, fundou a SaveCerrado, ONG que atua exclusivamente no Cerrado, bioma com uma das maiores riquezas de biodiversidade do planeta.