Raio-X do Transporte Coletivo; qual é a real situação dos ônibus de Guarulhos?

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Foto: Marcela Vasconcelos (Guarulhos Online)

O Guarulhos Online inicia esta semana uma série de reportagens sobre o Transporte Coletivo da Cidade. A cada dia visitaremos uma região para mostrar o que os passageiros enfrentam todos os dias na ida e volta do trabalho, dentro dos ônibus.

A promessa para o transporte público da cidade é a chegada progressiva de cerca de 180 ônibus municipais novos. A previsão é de que 80 carros da empresa Campo dos Ouros, 50 da Viação Urbana e 50 da Vila Galvão.

De acordo com a prefeitura 350 novos ônibus foram incorporados à frota, sendo 250 da permissão e 100 de concessão. São 866 ônibus e 111 linhas municipais que cortam a cidade.

Quem depende dos coletivos percebe que não é privilégio de todos fazer o caminho de ida e volta do trabalho em carros novos. Veículos da frota mais antiga com problemas de funcionamento, não é uma situação rara de acontecer.

Hoje (02) o Guarulhos Online flagrou logo cedo um carro da linha 433 (Terminal São João – Terminal Vila Galvão) quebrado há 2 pontos de parada do terminal de partida.

A reportagem enfrentou ainda, a saga dos passageiros da linha 435 (Jd. Fortaleza – Centro via Cumbica) que relataram um trajeto difícil com demora, superlotação e o anda e para do trânsito de todo dia.

A linha 451 (Jd. Fortaleza – Centro via Soberana) na última sexta (29) foi esvaziada porque nas palavras do motorista “quase pegou fogo”. Resolvido o problema, durante o trajeto de recolhimento do carro, ele decidiu continuar o trajeto porque era horário de pico e havia muitos passageiros nos pontos esperando pra ir pra casa.

O único corredor funcional da cidade (Taboão – Vila Galvão) não tem a sinalização respeitada pelos carros que invadem a área que destinada aos coletivos e atrasam o trajeto que já é saturado.

Os passageiros que utilizam o corredor reclamam de poucas linhas municipais circulando por ali, o percurso geralmente é feito por linhas intermunicipais. Mas, nem todo mundo pode pagar mais caro pela passagem.

A doméstica Maria Carla, 47, relata que muitas vezes precisa tirar dinheiro do bolso para complementar a passagem no fim do mês. “Eu fico esperando no ponto, mas, no horário de pico o 433 demora e sempre vem lotado, acabo pegando o 552 (Armênia) ou 802 (Tucuruvi) para descer no Taboão.

Os maiores responsáveis pela boa conservação dos coletivos são os usuários. Afinal, são eles que utilizam todos os dias. Mas, no Brasil a cultura do “o que é público é de todos ” acaba se transformando no “O que é de todos não é de ninguém”.

À prefeitura corresponde o papel fiscalizador de quem contrata o serviço. Mas, as empresas responsáveis pelas linhas têm a responsabilidade de oferecer o serviço com qualidade e excelência.