Bolsonaro volta a defender fim das restrições em estados e municípios

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Não é ficando em casa que vamos superar esse problema” disse o presidente.

Em pronunciamento feito na manhã desta quarta-feira (31) antes do anúncio oficial sobre o novo auxílio emergencial, o Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o fim das medidas restritivas, como as adotadas pelo Estado de São Paulo.

Para Bolsonaro, o governo não pode continuar por muito tempo com os auxílios. Além disso ele responsabilizou governadores e prefeitos pela situação que pode “desequilibrar” a economia. “Não é ficando em casa que nós vamos superar esse problema”, enfatizou.

O presidente pontuou que algumas medidas restritivas teriam se superado ao que seria um estado de sítio, com “toque de recolher” e “supressão do direito de ir e vir”. “Sempre disse e fui muito criticado: os efeitos colaterais do combate à pandemia não podem ser mais danosos do que o próprio vírus”, ressaltou.

De acordo com Bolsonaro, o Brasil está em uma “posição bastante privilegiada” no ranking de imunização. No entanto, nessa terça feira (30), o país registrou recorde de mortes nas últimas 24h, com 3.668 óbitos, e imunizou somente 2,34% (4.946.579 milhões) da população com a segunda dose da vacina.

Sobre o auxílio emergencial Bolsonaro afirmou ainda: “É pouco, inclusive, reconheço, mas é o que a nação pode dispensar à população”. O presidente defende a flexibilização das restrições no pior momento da pandemia e enfatiza que “a fome mata muito mais do que o vírus” e que “o povo precisa trabalhar”.

*Atualizada às 13h54 em 31/03