Ex-assessor acusa ex-esposa de Bolsonaro e filhos do presidente de praticar rachadinha

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De acordo com Marcelo dos Santos, Ana Cristina Valle exigiu devolução de parte de seu salário enquanto assessor no gabinete de Flávio Bolsonaro – cerca R$ 340 mil foram devolvidos em 4 anos; Flávio e Carlos Bolsonaro assumiram o esquema posteriormente

De acordo com Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, ex-funcionário da família Bolsonaro, para quem trabalhou por 14 anos, acusou a advogada e ex-esposa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Ana Cristina Valle, e os filhos de Jair, Flávio e Carlos Bolsonaro da prática de recolhimento irregular de salários dentro dos gabinetes parlamentares, conhecida como “rachadinha”.

Marcelo trabalhou durante a campanha de Flávio para deputado estadual em 2002 e, posteriormente, em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) entre 2003 e 2007. A sua indicação para o trabalho foi feita por Ana Cristina, com a condição de que devolvesse parte do salário, na época de R$ 7.326 por mês.

Ele confessou ter devolvido 80% de tudo o que recebeu nos quase quatro anos em que trabalhou na Alerj. O total das devoluções somam aproximadamente R$ 340 mil. Segundo Marcelo, Ana Cristina, que é mãe de Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do presidente, foi a antecessora de Fabrício Queiroz no esquema ilegal.

Além disso, de acordo com Marcelo, a advogada também foi responsável por recolher o dinheiro proveniente da rachadinha no gabinete de Carlos, quando eleito vereador da Câmara do Rio em 2000. Em 2007, após separação de Jair Bolsonaro e Ana Cristina, Flávio e Carlos teriam assumido o controle da prática criminosa.

Em nota à coluna de Guilherme Amado, a defesa de Flávio afirmou desconhecer as alegações de Marcelo e de supostas irregularidades praticadas por ex-servidores na Alerj. De acordo com assessoria do atual senador, as acusações fazem parte de uma “campanha de difamação. Carlos e Jair Renan foram procurados, mas não se manifestaram.