Guti (PSD) falta a audiência pública da Proguaru na Câmara Federal

Foto: Michel Wakin/Guarulhos Online

O interventor da Proguaru e o Presidente da empresa, também não compareceram ao debate

A Câmara Federal dos Deputados realizou nesta sexta-feira (18) uma audiência pública para debater a extinção da empresa pública de Guarulhos, Proguaru. A proposta da audiência foi feita pelo Deputado Alencar Santana (PT) que conduziu a sessão.

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Foram convidados para prestar esclarecimentos, Ibrahim El Kadi, interventor na Proguaru, Francisco Carone, Diretor-Presidente e Gustavo Henric Costa, Prefeito de Guarulhos, mas nenhum dos três confirmou presença nem compareceram a audiência.

Como representante, o enviado foi o Diretor Jurídico, Luciano Pinto que afirmou na ocasião que as autoridades não puderam participar devido contratempos de última hora. Segundo Pinto, o prefeito não quis fechar a empresa na canetada, ele propôs um estudo que foi encomendado à FIPE.

Apesar disso, afirmou também, que o problema da Proguaru é que ela é antiga e a situação foi agravada na pandemia, mais de mil pessoas foram afastadas pela Covid-19. O diretor financeiro disse ainda, que a administração fez o máximo para salvar a empresa.

Já o vereador Lucas Sanches (Progressistas) que foi à Brasília e participou da audiência pública presencialmente afirmou que a ausência de Guti (PSD) decepciona o eleitorado. Criada em 1979 e responsável pela zeladoria da cidade, a Progresso e Desenvolvimento de Guarulhos possui atualmente, 4.843 funcionários.

Entre os quais, além dos concursados, a empresa gasta R$ 25 milhões, por ano, com folha de pagamento destes cargos. Os concursados, no entanto, ganham em média R$ 1.300 e grande parte estão na limpeza urbana e como agentes de portaria em UBS e Escolas Municipais.

Segundo Renata Grota do STAP, a Proguaru é a maior empregadora da cidade e o processo de extinção foi falacioso e falta transparência no processo. O sindicato não deseja o fim da empresa, mas preocupa a falta de verba para pagamentos rescisórios.

De acordo com Lindenor Pinheiro do Sincoverg, com o atual cenário do país, caso servidores da Proguaru forem dispensados e a empresa for fechada, o sindicato acredita que são 4.843 pessoas que deixam de pagar água, luz e não consomem no mercado.

Edmilson Souza (PSOL) reforçou que mais de 50% dos vereadores que votaram a favor da lei no fim do ano passado, já não são mais vereadores nesta legislatura. Souza preside a Comissão Especial de Estudos (CEE) na Câmara de Vereadores de Guarulhos.

Questionado, o advogado Luciano Pinto, afirmou que a PL foi baseada da ata do conselho da Proguaru. Entretanto, a administração pública aguarda o estudo que deve ser apresentado pela FIPE até o fim de agosto, assim como o relatório apresentado pela CEE.

Conforme o representante da Comissão de Trabalhadores em Defesa da Proguaru, Raul Nascimento, um referendo popular está sedo proposto e já tem mil assinaturas. A proposta é que pelo menos 01% do eleitorado de Guarulhos assine a tentativa de reverter a lei aprovada.

*Atualizada às 17h de 18/06