Polícia Federal vai apurar se Bolsonaro cometeu crime de prevaricação no caso Covaxin

Foto: Adriano Machado/Reuters

A instauração acontece após solicitação da PGR e autorização da ministra Rosa Weber, do STF; a investigação tem como base uma notícia-crime enviada por três senadores

A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar se o então presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cometeu crime de prevaricação no caso da vacina indiana Covaxin, do laboratório Bharat Biotech. A instauração foi realizada após a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a medida no dia 02 de julho.

A solicitação de abertura do inquérito foi feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após Weber cobrar um posicionamento do órgão sobre a investigação. Anteriormente, a PGR queria que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no Senado, fosse concluída para abertura da apuração.

A investigação parte dos fatos narrados pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Jorge Kajuru (Podemos-GO) e Fabiano Contarato (Rede-ES) em uma notícia-crime. Nela, os senadores atribuem ao presidente a suposta prática do crime.

A ação dos parlamentares teve como base o depoimento dos irmãos Miranda na CPI. O servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, afirmou ter sofrido pressão incomum de seus superiores para agilizar o processo de aquisição da Covaxin, para qual também aponta irregularidades.

O servidor disse ter relatado o caso ao seu irmão, o deputado Luis Miranda (DEM-DF). O parlamentar relatou que levou a informação de fraude a Bolsonaro, mas que nenhuma providência foi tomada pelo chefe da nação. O Governo Federal nega que tenha envolvimento com atos de corrupção.

No fim de junho, o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente o contrato de compra da vacina indiana, por orientação da Controladoria-Geral da União (CGU).