Rodrigo Maia vem a SP e ao lado de Doria defende a vacina chinesa

Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP

O presidente da câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-SP) veio a São Paulo e participou de agenda na capital, ao lado do Governador de São Paulo João Doria (PSDB) nesta sexta-feira (23).

A presença de Maia demostra o enveredamento do deputado e um possível apoio do congresso nacional diante da disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo João Doria.

“Eu sou daqueles que torço que a gente possa construir caminhos do diálogo, o Butantan não é uma instituição criada ontem, a gente tem que aprovar todas as vacinas possíveis. Eu tive o Covid, sei o que é, perdi 10 kg em 10 dias, não me parece um vírus tranquilo,” afirmou Maia.

Doria afirmou nesta sexta, assim como disse ontem (22) durante evento de entrega do novo trem da linha 13-Jade na zona leste da capital, que se for preciso vai judicializar a questão, ou seja, o governo irá defender a vacina chinesa nas instâncias judiciais.

Mesmo com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a quem o governador considera independente diante das tratativas de Bolsonaro. Segundo Doria, 84% de todos os medicamentos distribuídos no Brasil vem da China.

Ainda de acordo com o governador, os insumos da vacina de Oxford (Reino Unido) também partem da China, nas palavras de Doria ele nunca quis politizar a pandemia e a vacina, quem assumiu este papel foi o presidente Bolsonaro, ao negar a ciência.

Doria garante que os brasileiros de São Paulo serão imunizados pela Coronavac pois não importa de onde ela provém, mas sua eficácia contra o coronavírus. Bolsonaro desautorizou a compra do lote pelo governo federal da coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Questionado sobre a possível resistência do congresso diante da vacina chinesa, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia afirmou que a China é um parceiro de negócios do Brasil em diversos setores, inclusive no agronegócio, que corresponde à parte significativa da casa em Brasília com a bancada do ‘boi’.